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Em busca das cores da alvorada

Fazia tempo que queríamos ver o sol nascer no morro “Meu Castelo”, ou “Castelinho” mas nunca surgia uma oportunidade. Acampar por lá não é uma boa ideia pois, por ser uma caminhada leve e muito rápida, de fácil acesso, não é muito seguro passar a noite por lá.

Primeiras luzes do alvorecer no Castelinho

Primeiras luzes do alvorecer no Castelinho


Até que um dia resolvemos programar uma subida ao Castelinho, começando bem cedo, para chegarmos a tempo de ver o sol nascer. Consultei o programa The Photographer’s Ephemeris (veja detalhes abaixo) para ver a posição do sol naquele dia e vi que tudo estava favorável. A previsão do tempo era boa e resolvemos que iríamos naquela madrugada mesmo.

Melhor horário

Se você resolver fazer o mesmo, aqui começam as dicas. Acorde bem cedo, de modo que esteja na entrada do caminho por volta das 4h30 da manhã (horário normal, sem contar o de verão). Ou mais cedo, caso não conheça bem o caminho ou o grupo seja grande. Nós acordamos às 3h e pouca da manhã e chegamos lá por volta das 4h30, por aí. Subimos muito bem e chegamos em 40 minutos, bem a tempo de montar tripé e preparar câmeras para o espetáculo.

Camila Preparando câmera e tripé para capturar o show de cores

Camila Preparando câmera e tripé para capturar o show de cores


Lanternas de cabeça

Um detalhe importante que faz grande diferença numa caminhada dessas são as lanternas de cabeça. Assim você fica com as mãos livres para manusear o bastão de caminhada e equilibrar-se nos trechos mais acidentados da trilha.

A única desvantagem dessas lanternas na cabeça no meio da mata é que atraem mariposas, que aparecem do nada voando bem no seu rosto. Se você não tomar cuidado, pode acabar engolindo uma.

A procedência das lanternas? Aí as opiniões variam. Tem gente que jura que essas vendidas por camelôs costumam deixar na mão no meio da escuridão. Comprei as minhas por R$ 12,00 cada, sim, num camelô. Até agora só elogios. Mas, claro, sempre levamos lanternas extras. Murphy é sempre um cara muito presente e criativo.

Se preferir investir pesado, procure por boas marcas no mercado, em lojas especializadas. E neste caso o preço pode subir muito. Muito mesmo.

O sol ainda tímido, nascendo caprichoso, observado pela Agulha Itacolomi

O sol ainda tímido, nascendo caprichoso, observado pela Agulha Itacolomi


Ai!  Ai!. Ui!

Quer um conselho? Se for fazer uma caminhada noturna na floresta e precisar parar, jogue o foco da lanterna no chão bem próximo dos seus pés e veja se não há nada se movendo. Numa de nossas paradas estávamos justamente em cima de uma correção de formigas. Minha filha foi a primeira a dar o sinal: “tem alguma coisa me subindo pelas pernas”. Joguei a lanterna e lá estavam muitas formigas pelo chão, nas minhas botas, nas calças. E foram três pessoas pulando, jogando bastão para o lado, batendo nas pernas, sapateando e levando picadas. Sorte que, pelo jeito, eram formigas sem veneno. Umas pretinhas, bem miúdas. Só doeu na hora e não deixou marcas.

A chegada

Chegamos ao cume já com as primeiras luzes da manhã surgindo discretamente no céu, mas ainda bastante escuro, tendo ainda que manter as lanternas ligadas. Ao chegarmos lá em cima já havia um grupo de umas dez pessoas que havia acampado por lá. A maioria já estava sobre uma das pedras, aguardando o sol. Paramos sobre uma grande pedra, que chamamos de “Pedra da Lua” e começamos a sessão de fotos. Visual fantástico e nós fazendo nossas experiências de aprendizes de fotografia. Aproveitamos pra testar pela primeira vez nossos filtros graduados. Aparentemente estamos começando a aprender. ;)

Alvorada no Castelinho. Show de cores

Alvorada no Castelinho. Show de cores


Ficamos mais um pouco por lá, batemos muitas fotos e voltamos ainda bem cedo. Já estamos pensando em qual montanha vamos madrugar na próxima vez.

O sol iluminando o dia e trazendo muita energia positiva com ele

O sol iluminando o dia e trazendo muita energia positiva com ele


The Photographer’s Ephemeris

Trata-se de um programinha, feito em tecnologia Flash, disponível gratuitamente para PC e Android e por um precinho camarada para dispositivos iOS (iPhone e iPad). Com ele você consegue prever, com precisão, a posição em que o Sol e  a Lua nascem ou se põem na data e local que você escolher. De um lado, um painel com o Google Maps, que você pode arrastar e posicionar. Do outro lado, um calendário onde você se informa sobre horários, fases da Lua e mais inúmeras opções e informações. É uma dica de valor inestimável, que me foi passada pelo Waldyr Neto, e repasso agora para você.

O lado oposto ao nascer do sol também vale o clique

O lado oposto ao nascer do sol também vale o clique


Graças a esse programinha subimos naquele dia sem corrermos o risco de ver o sol nascer atrás do pico das Torres do Morin, que é bem alto e, assim, quando o sol finalmente aparece já está muito alto no céu. Isso começa acontecer já a partir do mês de abril; o nascer do sol só volta a ser visível novamente, do Castelinho, a partir de setembro.

Photographer’s Ephemeris. Essencial consultá-lo antes de pegar a trilha para presenciar o sol/lua nascer ou se pôr

Programa The Photographer’s Ephemeris. Essencial consultá-lo antes de pegar a trilha para presenciar o sol/lua nascer ou se pôr


Você pode baixar o TPE para Windows, Mac, iPhone ou iPad aqui: http://photoephemeris.com/

E você, já fez alguma caminhada noturna?

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3 Responses to Alvorada no Castelinho – caminhada noturna

  1. Muito legal, Marcos, parabéns pelo relato e pelas belas fotos!

    Eu já fiz uma caminhada noturna para subir o pico da bandeira na divisa de Minas com Espírito Santo. É uma caminhada bem longa, mas ver o sol nascer lá de cima foi uma das coisas mais bonitas que eu já vi. Vale a pena também.

    E algumas dicas que você deu podem ser usadas lá também, como as lanternas na cabeça e as pilhas reserva. Ainda mais que lá na época boa de subir faz muito frio e as baterias duram menos ainda.

    Abraços,
    Helder

    • marcosjp disse:

      Olá Helder!
      Obrigado pela visita!
      O Pico da Bandeira está na nossa lista! :)

      Pois é, no frio as baterias duram bem menos. Uma boa medida é mantê-las bem junto ao corpo, num bolso interno do casaco, para que fiquem aquecidas e não descarreguem tão rápido. Fiz isso na neve, em Bariloche, e não tive problemas.

      Grande abraço e volte sempre! :)

      Marcos

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