Museu Inca de Cusco, Peru

on jul 22, 13 • by • with 13 Comments

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Em nosso primeiro dia em Cusco resolvemos fazer uma visita ao Museu Inca, que não está incluído em nenhum dos circuitos do Boleto Turístico de Cusco. A entrada é paga à parte e a meia entrada é somente para estudantes até 12 anos.

Havíamos planejado o City Tour para a parte da tarde e fizemos a visita ao Museu Inca pela manhã. Eu geralmente não sou muito amiga de museus, mas até que achei o Museo Inka del Cusco interessante.

Museu Inca de Cusco

Museu Inca de Cusco


Na parte de fora do museu onde está o pátio, podemos fotografar. Na parte de dentro onde as peças estão expostas, infelizmente não. No pátio do museu há mulheres trabalhando com tecidos coloridos e há artesanato para vender por lá.

Pátio do Museu Inca de Cusco

Pátio do Museu Inca de Cusco

Artesã tecendo peças coloridas no pátio do museu

Artesã tecendo peças coloridas no pátio do museu


O museu conta, em inglês e espanhol, a história do povo Quéchua e seus Incas. Muitos objetos interessantes que faziam parte do dia a dia daquele povo, estão expostos ali. Na verdade, acho que o Museu Inca de Cusco complementa a experiência que vivemos no contato com a cultura do povo peruano.

Fachada do Museu Inca de Cusco

Fachada do Museu Inca de Cusco


Se você quiser, pode contratar um guia que faz um tour geral explicando todo o museu em aproximadamente 1 hora. Nós passeamos sozinhos pelo museu, sem guia.

Como todas as construções do centro de Cusco, o museu fica num prédio antigo, mas bem conservado.

Logo na entrada está exposta uma coleção de tapeçaria muito colorida e bonita. Aqui as fotos são permitidas.

Tapeçaria no Museu Inca

Tapeçaria no Museu Inca


Ainda do lado de fora, perto das escadas que levam à entrada para os salões de exposição, você vê uma maquete bem grande dos terraços de Moray e alguns outros sítios arqueológicos da região.

Entre as peças expostas no museu, estão instrumentos musicais, roupas, tapeçaria, objetos de guerra, ferramentas de trabalho na terra, muita cerâmica e das mais diversas, objetos para sacrifícios, vários objetos em ouro e prata, tecidos coloridos, vestimentas, braceletes e jóias diversas, objetos miniaturizados com riqueza de detalhes e vários crânios. No acervo também está uma coleção muito bonita da pintura da Escola Cusquenha, em que predominam os retratos dos Incas.

Fiquei impressionada com o nível de detalhe não só da pintura, mas do trabalho em algumas cerâmicas mais especiais, como as que eram utilizadas em festividades importantes e rituais.

As lhamas estão em toda a parte desenhadas em várias peças, em várias roupas ou moldadas em barro, pedra ou metais. É, sem dúvida, um animal de extrema importância para o povo daquela região.

O museu é relativamente pequeno mas achei muito bacana conhecer um pouco mais a fundo a sociedade andina, como trabalhavam, como viviam, como se organizavam. As peças são desde períodos pré-incas ao período colonial, quando a Espanha ja havia massacrado a cultura daquele povo.

Em um dos salões está exposta uma coleção de cerâmicas de todos os tamanhos, algumas muito grandes. Infelizmente a maioria das peças não está perfeita, estão rachadas ou lhes falta um pedaço quebrado ou lascado. Mas nelas podemos ver o trabalho do povo Quéchua com a cerâmica. Cada uma delas possui uma pintura diferente e servia para um determinado propósito.

Na mesma sala das cerâmicas está uma maquete de Machu Picchu. Nela você aperta alguns botões indicativos de cada lugar da cidade perdida dos Incas e uma luzinha acende na maquete mostrando onde está situado o local que você quer ver. Informativo. :)

As exposições apresentam objetos de todo o povo andino que vivia espalhado por diversas partes do Peru. Há objetos de Nazca, Chancay, Chichillapi, Puno, Chavín, Chimú… muitos lugares.

Já no fim da exposição das peças Quéchuas/Incas, chegamos a uma sala onde à esquerda há uma divisória pintada de preto e com três janelas. Lá dentro uma luz sinistra, meio sombria. Pelas janelas de vidro vemos várias múmias preservadas, ainda em sua posição original. Uma das múmias é de um bebê. Compondo o ambiente estão objetos pessoais das múmias, que foram achados perto delas. É meio esquisito, meio assustador, mas não deixa de ser interessante.

Não podia faltar a história da coca, erva muito utilizada na região para evitar o mal da altitude, ou como eles chamam, o soroche. A coca era (e ainda é, pela tradição) considerada uma erva sagrada e há v’rios rituais que a envolvem. Curiosamente, a coca não é originária daquela região. Ela vem de locais mais baixos e foi adaptada cuidadosamente à altitude para poder resistir.

Depois das múmias chegamos à parte mais chata do museu, na minha opinião. Passamos rapidamente pelo período colonial com seus livros, móveis e objetos espanhóis que ilustram a trágica conquista e o massacre do povo Quéchua. Confesso que essa parte me deu mais arrepios que a parte das múmias.

O museu é bem sinalizado, há pequenas placas em inglês e espanhol contando a história das peças expostas e muitas pinturas interessantes com figuras imponentes dos reis Incas e de todo o povo andino.

Várias artesãs trabalham suas peças no pátio do Museu Inca

Várias artesãs trabalham suas peças no pátio do Museu Inca


No fim da exposição nos aguardava um peruano muito enfeitado e colorido, com alguns dentes de ouro e muito simpático. Ele nos levou a uma pequena sala onde ele vende objetos que, quando abastecidos com água, dependendo do movimento, emitem sons de pássaros e bichos diversos da região. Nos mostrou o som de várias peças e a vontade de comprar foi grande, mas o preço é meio salgado. Tiramos umas fotos, não copramos nada, mas deixamos para ele uma “propina”.

O vendedor de sons do Museu Inca de Cusco

O vendedor de sons do Museu Inca de Cusco


Enquanto andávamos pelo museu, ouvíamos ao longe o rítimo gostoso da música andina. Na saída descobrimos de onde vinha o som. A foto abaixo ilustra o que vemos muito nos locais e restaurantes turísticos de Cusco: músicos vendendo CDs e tocando para os visitantes. Tiramos várias fotos, compramos um CD e encerramos nossa visita ao Museo Inka del Cusco.

Músicos na entrada do Museu

Músicos na entrada do Museu


Vale a pena visitar. É um museu pequeno, simples mas muito interessante aos olhos dos que gostam e querem saber mais sobre a cultura daquele povo.

Museu Inca de Cusco

Museu Inca de Cusco


O Museo Inka del Cusco fica na Rua Cuesta del Almirante 153, bem pertinho da Praça de Armas, a uma quadra subindo por uma pequena ladeira. O museu pertence à Universidade Nacional San Antonio Abad de Cusco e funciona de segunda a sexta das 8h às 18h e aos sábados e feriados das 9h às 16h.

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13 Responses to Museu Inca de Cusco, Peru

  1. Lisete Fejes disse:

    Camila, estou montando a viagem que farei com meu marido no próximo dia 29/10. Suas dicas, e dos rapazes do “Andarilhos do Mundo”, estão nos roteiros e ajudando demais. Espero não sofrer muito e dar conta dos passeios, pois já não somos jovens (faixa dos 60 anos). Na volta prometo dizer como foi. Parabéns pelo blog.

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