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Alvorada no Castelinho – caminhada noturna


Em busca das cores da alvorada no Morro Meu Castelo

Fazia tempo que queríamos ver o sol nascer no morro “Meu Castelo”, ou “Castelinho” (trilha em Petrópolis, RJ) mas nunca surgia uma oportunidade.

Não achamos que acampar no Castelinho seria uma boa ideia pois, por ser uma caminhada leve e muito rápida, de fácil acesso, não é muito seguro passar a noite por lá com equipamentos fotográficos mais elaborados.

Resolvemos então programar uma subida ao Castelinho, começando bem cedo, para chegarmos a tempo de ver o sol nascer.

Consultei o programa The Photographer’s Ephemeris (veja detalhes abaixo) para saber a posição do sol naquele dia e vi que tudo estava favorável.

A previsão do tempo era boa e resolvemos que iríamos naquela madrugada mesmo.

Primeiras luzes alaranjadas do alvorecer no Morro do Castelinho em Petrópolis, RJ
Primeiras luzes do alvorecer no Morro do Castelinho

Melhor horário para ver a Alvorada no Meu Castelo

Para que deseja fazer o mesmo, aqui começam as dicas.

Acorde bem cedo, de modo que esteja na entrada do caminho por volta das 4h30 da manhã (horário normal, sem contar o de verão).

A trilha para o Morro do Castelinho tem cerca de 1,5 km de subida. O primeiro trecho é o mais puxado, depois a subida continua, mas com menor inclinação.

Ou mais cedo, caso não conheça bem o caminho ou o grupo seja grande.

Nós acordamos às 3h e pouca da manhã e chegamos lá por volta das 4h30, por aí.

Subimos muito bem e chegamos em 40 minutos, bem a tempo de montar o tripé e preparar as câmeras para o espetáculo.

Silhueta de duas mulheres, uma preparando a câmera e o tripé para capturar o show de cores da alvorada
Camila Preparando câmera e tripé para capturar o show de cores

Item importante para levar para a trilha noturna ao Castelinho

Um detalhe importante que faz grande diferença nas caminhadas noturnas são as lanternas de cabeça. Assim você fica com as mãos livres para manusear o bastão de caminhada e equilibrar-se nos trechos mais acidentados da trilha.

A única desvantagem dessas lanternas na cabeça no meio da mata é que atraem mariposas, que aparecem do nada voando bem no seu rosto. Se você não tomar cuidado, pode acabar engolindo uma.

A procedência das lanternas? Aí as opiniões variam. Tem gente que jura que essas vendidas por camelôs costumam deixar na mão no meio da escuridão.

Comprei as minhas baratinho, sim, num camelô. Funcionou bem por um período, mas, claro, sempre levávamos lanternas extras. Murphy é sempre um cara muito presente e criativo.

Até que um dia realmente ela me deixou na mão e resolvi investir em um produto melhor.

Caso ainda não tenha uma lanterna de cabeça ou esteja querendo comprar uma melhor, clique aqui para ver minha sugestão, esta foi a que comprei quando a minha baratinha pifou.

O sol ainda tímido, nascendo no Morro do Castelinho, com montanhas e nuvens na paisagem
O sol ainda tímido, nascendo no Morro do Castelinho

Ai!  Ai! Ui! Cuidados na trilha noturna

Quer um conselho? Se for fazer uma caminhada noturna na floresta e precisar parar, jogue o foco da lanterna no chão bem próximo dos seus pés e veja se não há nada se movendo.

Numa de nossas paradas estávamos justamente em cima de uma correção de formigas.

Minha filha foi a primeira a dar o sinal: “tem alguma coisa me subindo pelas pernas”. Joguei a lanterna e lá estavam muitas formigas pelo chão, nas minhas botas, nas calças.

E foram três pessoas pulando, jogando bastão para o lado, batendo nas pernas, sapateando e levando picadas.

Sorte que, pelo jeito, eram formigas sem veneno. Umas pretinhas, bem miúdas. Só doeu na hora e não deixou marcas.

A chegada no Morro do Castelinho à noite

Chegamos ao cume já com as primeiras luzes da manhã surgindo discretamente no céu, mas ainda bastante escuro, tendo ainda que manter as lanternas ligadas.

Ao chegarmos lá em cima já havia um grupo de umas dez pessoas que havia acampado por lá. A maioria já estava sobre uma das pedras, aguardando o sol.

Paramos sobre uma grande pedra, que chamamos de “Pedra da Lua” e começamos a sessão de fotos.

Visual fantástico e nós fazendo nossas experiências de aprendizes de fotografia.

Aproveitamos pra testar pela primeira vez nossos filtros graduados. Aparentemente estamos começando a aprender. ;)

Cores rosadas da alvorada no Morro do Castelinho com o sol
Alvorada no Morro do Castelinho. Show de cores

Ficamos mais um pouco por lá, batemos muitas fotos e voltamos ainda bem cedo. Já estamos pensando em qual montanha vamos madrugar na próxima vez.

Nuvens se dissipando entre as montanhas e o sol iluminando o dia
O sol iluminando o dia e trazendo muita energia positiva com ele no Meu Castelo

Como programar sua caminhada noturna com o The Photographer’s Ephemeris

Trata-se de um programinha, feito em tecnologia Flash, disponível gratuitamente para PC e Android e por um precinho camarada para dispositivos iOS (iPhone e iPad).

Com ele você consegue prever, com precisão, a posição em que o Sol e  a Lua nascem ou se põem na data e local que você escolher.

De um lado, um painel com o Google Maps, que você pode arrastar e posicionar. Do outro lado, um calendário onde você se informa sobre horários, fases da Lua e mais inúmeras opções e informações.

É uma dica de valor inestimável, que me foi passada pelo Waldyr Neto, e repasso agora para você.

O lado oposto ao nascer do sol, onde fica a cidade de Petrópolis, sob um tapete de nuvens e a luz azulada do fim da noite e início do dia
O lado oposto ao nascer do sol também vale o clique

Graças a esse programinha subimos naquele dia sem corrermos o risco de ver o sol nascer atrás do pico das Torres do Morin, que é bem alto e, assim, quando o sol finalmente aparece já está muito alto no céu.

Isso começa acontecer já a partir do mês de abril; o nascer do sol só volta a ser visível novamente, do Castelinho, a partir de setembro.

Captura de tela do programa Photographer’s Ephemeris mostrando onde e quando o sol nascerá em um dia específico
Programa The Photographer’s Ephemeris. Essencial consultá-lo antes de pegar a trilha para presenciar o sol/lua nscer ou se pôr

Você pode usar esse programa no desktop ou no iOS, veja aqui: http://photoephemeris.com/

Aproveite essas dicas para presenciar grandes espetáculos da natureza, quando o sol nasce ou se põe, não só no Morro do Castelinho.

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Analista de sistemas, tradutor-intérprete e autor técnico, recarrego minhas baterias em trilhas por matas e montanhas de Petrópolis, RJ, minha cidade. Em viagens, prefiro os locais menos procurados e preferencialmente fora de temporada. Tenho como hobbies a fotografia e a astronomia observacional.

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