Vamos conhecer aqui uma das muitas maravilhas naturais do Brasil e saber o que fazer na Serra do Rio do Rastro, um destino que combina vistas deslumbrantes, muita história e uma experiência de viagem inigualável.
Localizada no estado de Santa Catarina, esta serra é famosa por sua estrada sinuosa, suas paisagens de tirar o fôlego e sua natureza quase intocada.
Um pouco da história da Serra do Rio do Rastro
A Serra do Rio do Rastro fica localizada na cidade de Lauro Müller e faz parte da cadeia de montanhas da Serra Geral, que se estende pelo sul do Brasil.
A história dessa região remonta aos tempos dos tropeiros, que usavam as rotas montanhosas para transportar gado e outras mercadorias.
Com o passar dos anos, a estrada foi sendo pavimentada e modernizada, mas ainda mantém o charme rústico que atrai viajantes do mundo todo.
O caminho que hoje conhecemos como SC-390, uma das estradas mais espetaculares (e perigosas) do Brasil, começou a ser pavimentado na década de 1950.
Antes disso, era apenas uma trilha rudimentar, utilizada por moradores locais e viajantes mais audaciosos. A pavimentação transformou a região, facilitando o acesso e estimulando o turismo, fato que mudou completamente a economia da região.
O que fazer na Serra do Rio do Rastro
A principal atração da Serra do Rio do Rastro é, sem dúvida, a própria SC-390, conhecida por suas curvas acentuadas e vistas espetaculares.
São 274 curvas por um percurso que alcança a altitude de 1.460 metros.
Dirigindo por esta estrada, você é presenteado com vistas panorâmicas das montanhas cobertas de verde, uma cachoeira no meio do trajeto e, se tiver sorte, uma variedade de vida selvagem, incluindo quatis, raposas e uma diversidade de aves.
Mas se for no inverno, prepare-se para ver um espetáculo à parte. Dependendo das condições climáticas na ocasião, a Serra do Rio do Rastro congela. Os paredões, a cascata e a própria estrada ficam tomadas de gelo (não neve).
Se optar por visitar a região na época fria, leve roupas muito quentes e apropriadas para temperaturas extremas. E cuidado na direção!
No início da subida (ou no fim da descida, como preferir) fica o Mirante 12, que tem uma bela paisagem e rende fotos muito interessantes.
Há estacionamento, banheiros, lanchonete e loja de souvenir no Mirante 12. E para os afeitos à aventura, há também tirolesa e balanço infinito. Vale uma parada.
Um pouco depois do Mirante 12 há um hotel chamado Du Rastro (com um belo visual pra os hóspedes), e praticamente no meio da serra há uma lanchonete chamada Rio do Rastro, que tem estacionamento e vende também artesanato e souvenir.
No meio da serra há outra lanchonete, chamada Rio do Rastro Lanches, com estacionamento, banheiros e loja de souvenir, além da bela vista do meio da serra. Vale a parada.
No topo da subida está o mirante principal com a vista de toda a serra, além de lanchonete, banheiros, amplo estacionamento, loja de souvenir e um restaurante bem em frente.
A vista desse mirante é, sem dúvida, a melhor de todas.
E prepare-se para o vento implacável nesse ponto, que é o mais alto da Serra do Rio do Rastro.
Como chegar na Serra do Rio do Rastro
Chegar à Serra do Rio do Rastro é uma aventura por si só.
O acesso mais comum é pela cidade de Lauro Müller, para quem quer subir a serra, ou por Bom Jardim da Serra para quem quer descer.
Ambas as rotas são cênicas, cheias de paisagens rurais e montanhosas por estradas tranquilas em um trajeto de cerca de 30 km entre essas duas cidades.
A Serra do Rio do Rastro tem cerca 18 km de extensão e dezenas de curvas em um interminável e belo zigue-zague na serra propriamente dita.
Para quem prefere não dirigir, há opções de tours organizados que partem de cidades maiores, mas a melhor opção é, sem dúvida, alugar um carro.
Não há postos de gasolina nesse trajeto sinuoso, por isso, é fundamental abastecer seu carro (ou moto) antes de iniciar a subida/descida.
Uma boa opção para os visitantes de fora do estado é chegar de avião por Florianópolis, alugar o carro lá mesmo e partir para a serra catarinense. Foi exatamente isso que fizemos e deu super certo.
É melhor subir ou descer a Serra do Rio do Rastro?
Uma das dúvidas mais comuns na hora do planejamento da viagem é se vale mais a pena subir ou descer a Serra do Rio do Rastro.
Quem sobe passa o tempo todo com a vista e os mirantes à direita, que ficam todos na pista de subida.
Na condução, com o acentuado da serra, o trajeto tem que ser quase todo percorrido com o carro em marchas mais lentas.
Descer pode ser um pouco mais rápido, mas o condutor continua tendo que manter muita atenção no volante.
Devido à necessidade frequente de usar os freios, é fundamental que eles estejam em bom estado, não se esqueça de verificar isso antes de entrar na serra.
Para quem está descendo, a vista também é impressionante.
Em ambos os casos, a Serra do Rio do Rastro oferece vistas espetaculares, com suas curvas fechadas e íngremes e paredões de rochas intermináveis.
A experiência de dirigir por ela é única, independentemente do sentido que você escolher.
Nossa experiência: fizemos o planejamento para subir a serra partindo de Floripa, pois como passaríamos alguns dias em São Joaquim e Urubici, queríamos ter a oportunidade de descer a serra caso, no dia programado para a subida, ela estivesse interditada por chuva, neblina ou deslizamento de rochas, algo que não é incomum.
O que fazer nas redondezas da serra
Além de admirar a paisagem serrana espetacular da estrada em si, a região da Serra do Rio do Rastro oferece diversas atividades para os amantes da natureza e da aventura e para aqueles mais afeitos à gastronomia, ao enoturismo e ao aconchego das cabanas incrustradas nas paisagens montanhosas:
Mirante Serra Parque: fica pertinho do fim da subida da Serra do Rio do Rastro e oferece uma vista esplendorosa dos cânions da região e da própria serra, além de trilhas, balanço infinito etc.
Cânions: em Bom Jardim da Serra e Urubici estão localizados os belíssimos Cânion das Laranjeiras e Cânion Espraiado, respectivamente. São vistas espetaculares.
Trekking e caminhadas: existem inúmeras trilhas por meio das quais você pode explorar a flora e fauna locais. Uma das trilhas mais populares é a do Rio do Boi, caminhada difícil e exigente mas muito bonita pelo cânion.
Cachoeiras: a região é repleta de belas cachoeiras, sendo a Cascata da Barrinha uma das mais acessíveis, mais próximas e muito bonita. O acesso fica ao lado do pórtico de entrada de Bom Jardim da Serra e logo atrás de uma excelente churrascaria.
Observação de estrelas: devido à sua altitude e à baixa poluição luminosa, a Serra do Rio do Rastro é um ótimo local para observação de estrelas.
Ciclismo de montanha: para os entusiastas do ciclismo, as estradas e trilhas da região oferecem um desafio e uma grande recompensa, inclusive, muitos ciclistas percorrem a Serra do Rio do Rastro subindo ou descendo.
Vale chamar sua atenção para o fato de que a serra é muito perigosa, especialmente para os ciclistas. Nós encontramos alguns descendo a serra enquanto subíamos.
Turismo de aventura: na cidade de Urubici (veja nosso post sobre a cidade aqui) a 84 km do topo da serra, há belas cascatas, cânions e muitas opções de turismo de aventura.
Vinhos de altitude: a 55 km do topo da Serra do Rio do Rastro está a cidade de São Joaquim (veja nosso post aqui), uma das cidades mais frias do país, com farta produção de maçãs e excelentes vinhos de altitude, onde se pode degustar alguns exemplares deliciosos.
Mais dicas para a sua visita
Melhor época para visitar: a Serra do Rio do Rastro é especialmente impressionante durante o inverno (junho a setembro), quando as temperaturas são mais baixas e a neblina pode dar um toque místico à paisagem.
Por outro lado, neblina demais pode ser perigoso. Antes de passar pela serra informe-se sobre as condições climáticas na região. Em algumas situações as autoridades fecham o trajeto. Percorrer essa estrada com muita neblina ou muita chuva é muito perigoso. Não se arrisque.
Outra ocasião interessante é a época da Vindima (colheita da uva, que acontece em março) para quem quer curtir os vinhos de altitude de São Joaquim.
Já quem pretende curtir atividades de aventura em Urubici, a melhor época é o verão, porque essas atividades não costumam funcionar fora de temporada.
A serra tende a receber mais movimento nos finais de semana e, por esse motivo, o trânsito pode ficar mais lento. Leve isso em consideração quando estiver planejando sua viagem, especialmente nos meses de verão.
Prepare-se para o clima: o clima na região, assim como em toda serra, é instável e pode mudar rapidamente, por isso, é fundamental levar com você roupas adequadas para frio e chuva, independente da estação.
Segurança na estrada: as curvas fechadas e a neblina podem dificultar muito a condução na Serra do Rio do Rastro. Antes de partir para a serra, verifique se o veículo está em boas condições e dirija com cuidado, devagar e só pare para apreciar a paisagem ou tirar fotos nos mirantes, nunca na estrada.
Salve no celular o número do hotel Du Rastro e, se tiver dúvidas sobre as condições do tempo na estrada, faça contato com eles antes de iniciar a subida/descida.
Vá com tempo de sobra: reserve o dia inteiro para poder percorrer a serra com calma, parando nos vários mirantes para apreciar a paisagem, tirar fotos, e curtir bastante a experiência.
Evite passar pela serra muito cedo ou muito tarde: normalmente, os locais de serra amanhecem com uma neblina baixa que vai se dissipando com o avanço da manhã. O período de fim de tarde também é um pouco mais arriscado nesse sentido.
A Serra do Rio do Rastro é um destino e uma experiência que ficam gravados na memória de todos que a visitam.
Se você estiver em busca de aventura, beleza natural em uma região belíssima e aconchegante, este é o lugar perfeito. E não deixe de visitar as cidades vizinhas.
Prepare sua câmera, respire fundo e parta para uma das viagens mais espetaculares do Brasil!
Nossos outros artigos sobre a serra catarinense:
– O que fazer em Urubici (com roteiro detalhado para 2 dias)
– O que saber sobre São Joaquim (SC) e seus vinhos de altitude
– Como chegar e o que fazer no Morro do Campestre em Urubici, SC
– Cinco locais imperdíveis para visitar na serra catarinense
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