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Cerro Campanário. O ponto alto do passeio pelo Circuito Chico

Cerro Campanário

Quando decidi visitar Bariloche, comecei a pesquisar sobre passeios e sobre a região. Um dos primeiros passeios/lugares que descobri foi o CircuitFo Chico que, se você fizer o passeio com agência, inclui uma visita ao Cerro Campanário.
Advogando a favor do Cerro Campanário estava o título de ter sido escolhido pela National Geographics como uma das sete melhores vistas do MUNDO. Claro, entrou imediatamente na minha lista de lugares imperdíveis para visitar.

Sempre de mãos dadas com o Campanário, aparecia o tal do Circuito Chico. Fui no Mapa e marquei o trajeto. Percorre-se grande parte do caminho margeando o lago Nahuel Huapi pela Av. Ezequiel Bustillo. Parecia bacana. Muitos relatos diziam que o Circuito Chico era “obrigatório”, daqueles passeios tipo city tour onde você conhece de tudo um pouco. Considerando isso, resolvi que deveríamos fazê-lo de carro para aproveitar melhor o tempo e as paradas.

Chegando lá, no entanto, São Pedro fez dias cinzendos cheios de chuva e, por isso, resolvemos fazer esse passeio com uma agência mesmo, a Turisur. O tempo ruim tirou quase toda a graça das paisagens e mal nos deixou tirar uma meia dúzia de fotos, pelo menos para registro.

Cerro Campanário. O ponto alto do passeio pelo Circuito Chico

Cerro Campanário. O ponto alto do passeio pelo Circuito Chico


O ponto alto do passeio é mesmo o Cerro Campanário com sua linda vista em 360º da região e seus muitos lagos. Se comprar o passeio com agência, considere por fora o valor da subida até o cerro.
Lá em cima tem lanchonete, banheiros e vários mirantes; Em um dos mirantes principais você encontra uma placa com uma foto das montanhas que avistamos dali e seus respectivos nomes. Bastante interessante.


O Cerro Campanário não é muito alto, fica a 1050mts mas tem uma localização privilegiada e um vento muito insistente. De lá se vêem os lagos Moreno e Nahuel Huapi, a lagoa Trébol, a península de San Pedro e Llao LLao, Isla Victoria, os cerros Otto, López, Goye, Catedral e a cidade de Bariloche. Visita rápida para dar tempo de fazer o restante do circuito pela manhã pois à tarde conheceríamos a Isla Victoria e o Bosque de Arrayanes num passeio lacustre.

Parte da linda vista do Cerro Campanário, Bariloche

Parte da linda vista do Cerro Campanário, Bariloche


Em seguida veio a parte que eu não gosto nas excursões, a parte comercial. O guia parou na loja da Rosa Mosqueta. Fomos lá, tomamos um chazinho quentinho gratuito de rosa mosqueta, assistimos a uma pequena explicação sobre a planta, experimentamos um creminho para mãos e quem quis comprou alguns produtos. Não comprei nada, o orçamento estava apertado e os produtos são bem salgadinhos no preço, embora bons. Marcos estava com uma alergia na mão e depois que a vendedora passou o creme na mão dele, a alergia sumiu. Para quem não sabe, a rosa mosqueta é excelente cicatrizante. Eu já conhecia por ter usado no meu pós operatório para melhorar a aparência das cicatrizes. O chá, por sua vez, é rico em vitamina C. Naquele frio danado, caiu muito bem.

Loja da Rosa Mosqueta em Bariloche

Loja da Rosa Mosqueta em Bariloche

Quantidade para fazer 3 litros e óleo: 450kg de rosa mosqueta = 65kg de sementes

Quantidade para fazer 3 litros de óleo: 450 kg de rosa mosqueta = 65kg de sementes

Continuando pelo caminho, na altura do km 18 entra-se para a zona da lagoa Trébol, Lago Moreno, Punto Panorâmico, bosque Llao Llao e Puerto Pañuelo. Destaque para o requintado hotel Llao Llao, o mais caro e luxuoso da cidade. O retorno se faz todo pela Av. Bustillo.

Carancho Negro, linda ave em Punto Panorámico

Carancho Negro, linda ave em Punto Panorámico

Punto Panorámico é um local de uma vista muito bonita onde ficam algumas pessoas vendendo artesanato, doces da região e onde você pode tirar fotos com os cachorros São Bernardo que ficam lá com seus donos. Cada foto com eles vale AR$ 40-50. Um dos donos estava com um cão adulto e um filhotinho lindo. Passei por eles e não resisti, passei a mão na cabecinha dele fazendo uma “festinha”. O dono, no entanto, soltou um mal humorado “No! No!” e tirou o filhotinho de perto. Só pode fazer carinho se pagar! Viu? Então tá… deixei os bichos pra lá e fui cuidar da vida. Aliás, da câmera, pois com aquela chuva tivemos que fazer malabarismos para conseguir alguma foto.

Aquela região abriga plantações de lavanda, várias fábricas de tecidos, velas, bonecas, relógios artesanais, artesanatos com flores secas, chocolates e doces regionais, cerâmicas, cervejas caseiras artesanais, piscicultura de trutas, casas de chá, etc. É uma região interessante.
A vegetação original da área era formada por coihues e ciprestes, que ainda existem por lá. Mas a vegetação dominante atualmente é o pinus, trazido da Europa e muito bem adaptado ao clima da região.

Punto Panoramico, Bariloche

Punto Panoramico, Bariloche


Dependendo do tempo disponível, pode-se esticar um pouco o passeio e conhecer Colônia Suiça.
É um passeio bacana, mas infelizmente o tempo ruim atrapalhou nossa vista e as fotos. De carro se tem mais flexibilidade podendo parar em qualquer lugar que desejar. Para quem tem mais tempo, acho a opção ideal. Pode-se pegar um mapinha no centro de informações turísticas de Bariloche que fica no Centro Cívico da cidade. Não tem erro não, é facinho de fazer. No verão, muitas pessoas fazem esse circuito de bike, que se pode alugar na cidade. São aproximadamente 60km (ida e volta) de muitos mirantes e locais interessantes para fotos.

Se fizer esse passeio com agência, pode aproveitar para emendar o lacustre Isla Victoria e Bosque de Arrayanes para economizar no transporte até o porto. É só pedir ao guia para deixar você em Puerto Pañuelo (pertinho do hotel Llao Llao) ao fim do passeio. Ali perto tem restaurante e você pode almoçar ou comer umas empanadas antes de embarcar para visitar a ilha.

Se quer ir ao Cerro Campanário de ônibus, o que passa lá é o da linha 20 da empresa 3 de Mayo. Compre o ticket antes pois eles não aceitam dinheiro. Para quem vai de carro, na base do cerro há estacionamento gratuito.

Em excursão com agência esse passeio demora cerca de 3:30h
Valor que pagamos com a Turisur: AR$ 40 (por pessoa)
Subida ao Cerro Campanário: AR$ 50 (por pessoa)

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13 Responses to Circuito Chico e Cerro Campanário, Bariloche

  1. Rafaela disse:

    Oi Camila,

    Desculpe minha folga, mas poderia me ajudar a montar um roteiro para o periodo de agosto.
    Chegarei lá dia 17 por volta das 18:00 e sairei dia 24 de manhã, e estou bem perdida para fechar os passeios.
    Além disso, você indica alguma agência?
    Muiito obrigada ;)

    Rafaela

  2. Aline disse:

    Olá Camila! Pretendo fazer, com agência, este mesmo passeio que você fez: Circuito Chico com Campanario + Isla Victoria. Mas será q dá tempo? Vi com agência q o Circuito com Campanário vai das 9h às 13h, mas o passeio para Isal Victoria é das 12h30 às 19h30. Os horários não batem, muito menos dá pra comer algo entre os passeios. Irei com minha filha de 7 anos e não dá pra não comer nada … Como você fez, o que nos aconselha? Obrigada, Aline

    • Camila Guerra disse:

      Oi Aline,
      Quando faz junto, o Circuito Chico você não faz o retorno completo, pois fica no porto que é metade do caminho. É importantíssimo avisar o guia que você vai fazer o da Isla Victoria depois.
      Quanto ao lacustre, acho que esse horário de 12:30 deve ser para pegar no hotel, não? O circuito Chico vai até 13h que é horário de chegada na cidade.
      Ali pertinho do porto tem um retaurante. É simples, mas serve pratos, sopas, tortas, sandubas, empanadas… quebra um bom galho.
      Nós comemos empanadas, fomos para o porto e ainda mofamos esperando.
      Te aconselho a comprar ambos com a mesma agência.
      Fica tranquila, dá tempo.
      []’s

  3. Lucas disse:

    Camila, tudo bem? fiz um roteiro, o que acha?
    Qual lugar você alugou as roupas? E qual melhor agência. Desculpa as perguntas
    Dia 01/07 –
    Check In no hotel às 15hs – Aluguel de Roupas
    Centro cívico, conhecer o local.

    2. Dia 02/07
    CIRCUITO CHICO COM CERRO CAMPANÁRIO (1/2 – PERÍODO)
    REFÚGIO ARELAUQUEN
    SAÍDA: 17h30 com REGRESSO: 21h30

    3. Dia 03/07
    PIEDRAS BLANCAS (SKI BUNDA)

    ROCA NEGRA (entardecer)
    SAÍDAS: 15h00
    REGRESSO: 20h30

    4. Dia 04/07
    Cerro Bayo (Ski)

    5. Dia 05/07
    Manhã – Descanso no Hotel
    Almoço – CERRO OTTO (A FAMOSA CONFEITARIA GIRATORIA)
    Vôo 18:10

    • Camila Guerra disse:

      Oi Lucas,
      Eu não aluguei roupas pois já tinha tudo. Mas não se preocupe, o que não falta por lá é loja para aluguel de roupa. As luvas você vai ter que comprar pois eles não alugam.
      Seu roteiro está legal. Só acho uma peninha você não passar pelo Catedral. É muito bonito e é o maior centro de esqui da região. Eu trocaria o Circuito Chico pelo Catedral. Mas isso é questão de gosto. ;)
      []’s

  4. Alex disse:

    Camila,
    Você acha que dá para fazer esse circuito de carro tranquilo ? Perderia muita explicação ?
    Esse seria o meu primeiro passeio, e detesto esses circuitos que tem essa parte comercial. Principalmente pela pressa de não aproveitar muito o local, ou ter que ficar em lugares que não gostou esperando o pessoal enrolado (ainda mais que estarei com meu filho de 10 anos). Sem contar que o pessoal nunca leva a gente nos melhores lugares, mas sim nos lugares que eles recebem “um agradinho” por levar o pessoal lá.
    Na minha programação eu tenho o Circuito Chicco de manhã, almoçando na cidade e de tarde indo para Piedras Blancas.

    Vc sabe me dizer se eu consigo alugar o carro no aeroporto e entregar em algum lugar da cidade ?

    O que estou pretendendo, vê se me ajuda com minha questão do carro para eu decidir se vale a pela:
    1) Alugo carro na chegada a Bariloche para uns 3 dias e vou fazer as compras básicas
    2) 1º dia: Circuito Chicco e Piedras Blancas (de carro)
    3) 2º dia: Cerro Catedral (de carro)
    4) 3º dia: Puerto Blest (aí tem que ser de excursão, creio eu)
    5) 4º dia: Cerro Tronador y Cascata OU Passeio de Maria Fumaça (é bom esse passeio???)
    6) Cerro Otto: não preciso de carro.
    7) Bosque de Arrayanes e Ilha Victoria: pensei que só dava pra fazer por excursão mesmo

    De repente, posso trocar os dias do Cerro tronador com Puerto Blest (aí entregaria o carro no outro dia mesmo).

    Mais uma vez, desculpe o flood de mensagens ! kkk é que tento fazer tudo muito detalhado para não perder nada do passeio…
    Um abraço.

    • Camila Guerra disse:

      Oi Alex, sei como é, não se preocupe! ;)
      Suas perguntas são bem vindas. Nós blogueiros gostamos dos comentários pois agrega conteúdo aos posts e ajuda outras pessoas que têm as mesmas dúvidas.
      Muita gente faz o Circuito Chico de carro e até de bike, dá tranquilo e, sinceramente, me arrependi de ter feito com agência. Acho que vale a pena fazer de carro pois tem muito lugar bacana no trajeto onde a van não pára. Além, é claro, de pular a parte comercial que é realmente um saco.
      Quanto a alugar o carro no aeroporto e entregar na cidade, não usei essa opção, mas certamente pode.
      Eu não trocaria o Tronador pela Maria Fumaça nem morta! A não ser que você não curta muito belezas naturais e seja louco por trem. Não conheço o passeio de trem, mas meu voto aqui é, sem dúvida nenhuma, a favor do Tronador.
      Seu roteiro está bacana. Tem dois passeios lacustres nele e ambos devem ser feitos com agência, mas fique atento pois o valor do traslado de ida e volta ao porto não está incluído nos pacotes. Eles cobram por fora. Não fiz Puerto Blest, somente Isla Victoria e Bosque de Arrayanes e acabei aproveitando a van do Circuito Chico (passeio que fiz pela manhã) que me deixou no porto. No retorno pegamos um ônibus que passa ali pertinho.
      Se decidir fazer o Tronador de carro, melhor trocar com Puerto Blest para aproveitar melhor os dias com carro. Você pode também fazer um outro passeio no mesmo dia do Cerro Otto. A maioria das pessoas fica lá meio dia e depois parte pra outro lugar. Nós ficamos o dia todo pois foi o único dia que vimos nevar… a vista de lá a maravilhosa!
      []’s

      • Alex disse:

        Camila, mais uma vez obrigado pela ajuda,
        Justamente pelo seu relato, estava reservando o Cerro Otto para um dia inteiro. Você disse para eu fazer qual com o Cerro Otto ? Pelo que tenho lido, o Puerto Blest+Casdada dura um dia inteiro.
        Tentei alternar entre Cerro e Lacustre, pois assim não cansa tanto, e, se molhar ou sujar roupas, dá mais tempo para secar. :)
        Já troquei então a Maria Fumaça pelo Tronador (estava inclinado, só precisava de um empurrãozinho, rs). Eu estava perguntando tanto de carro, pois quero reservar logo, senão corre o risco de eu não conseguir alugar um.
        Um abraço…
        P.S.: Vc já foi para Buenos Aires tb ?

        • Camila Guerra disse:

          Oi Alex,
          Está certíssimo no seu planejamento. E o passeio a Puerto Blest é o dia inteiro sim.
          Quanto ao Cerro Otto, ficamos o dia todo pois era nosso último dia de passeio e estava nevando. Foi o único dia que conseguimos ver neve fofinha, caindo. Dá pra ficar o dia todo lá sim, claro! No cerro Otto tem esquibunda, caminhada na neve (esqui nórdico) e tal, ou seja, diversão tem. E a confeitaria giratória é muito legal também. Só mencionei que é possível reduzir esse passeio para meio dia se você quiser conhecer outro lugar. Assim como o passeio pela Isla Victoria também pode ser feito em meio dia. Uma opção para encaixar seria o Refúgio Neumeyer, por exemplo. Mas isso depende muito do teu perfil de viagem pois acaba ficando tudo muito corrido.
          Quanto ao carro, se você vai em alta temporada é melhor não dar mole mesmo não. Reserve de uma vez.
          Só passei em Buenos Aires em conexão, nunca fiquie por lá.
          []’s

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