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Alta Montanha em Mendoza, Cordilheira dos Andes da Argentina


Cruzar a alta montanha em Mendoza pela RN 7, bem no meio da Cordilheira dos Andes, é um dos passeios mais populares de Mendoza.

São quilômetros de paisagens deslumbrantes até os pontos turísticos mais procurados de Mendoza, sendo o mais famoso deles a montanha mais alta das Américas: o Aconcágua.

Afinal, o tour da Alta Montanha de Mendoza vale a pena? Começo dizendo que ele é ideal para quem é fã de estradas, picos nevados e paisagens áridas.

Mas nem tudo são flores. Então veja abaixo as belezas e os desafios desse passeio.

Como fazer o passeio à Alta Montanha em Mendoza

Muita gente faz o trajeto coberto pelo tour da Alta Montanha de ônibus subindo a parte chilena da Cordilheira dos Andes, passando pelos famosos Caracoles (onde a rodovia ganha o nome de Ruta 60 ou CH-60), pela estação de esqui de Portillho com sua lindíssima Laguna del Inca, atravessando o Paso Internacional Cristo Redentor e, enfim, chegando à Argentina por Mendoza.

Uma das grandes dúvidas de quem está planejando uma viagem com passagem em Mendoza é como fazer esse passeio.

Há quatro opções para fazer o passeio pela alta montanha: de carro alugado, de carro com motorista particular (remis e táxis), de van com agência ou com o ônibus que cruza a Cordilheira e que mencionei no parágrafo acima.

A melhor opção para você vai depender do que você espera desse passeio e de quanto está disposto a pagar por ele.

Continue lendo para ver as belezas da Ruta Nacional 7 e descobrir qual opção é a melhor para a sua viagem.

Onde ficar em Mendoza

A rede de hospedagem de Mendoza é bastante vasta e diversificada. Há uma infinidade de opções para escolher, mas não se preocupe, aqui você terá uma ótima noção para escolher uma boa opção de acordo com o seu estilo.

A Plaza Independencia é a maior praça da cidade e também o melhor ponto de referência para sua hospedagem.

Nas proximidades dessa praça você encontra de tudo, então se busca uma boa localização e conveniência para acesso a restaurantes, ou terá pouco tempo na cidade, o centro é sem dúvida a melhor opção, utilizando a Plaza Independência como referência.

Nós ficamos no tradicional Vilaggio Hotel Boutique, com excelente café da manhã, piscina, academia, spa, estacionamento e a 1 quadra da Plaza Independência, muito próximo a tudo. É o tipo de hotel ideal para quem não abre mão do conforto nem da economia.

Se quiser algo mais requintado, então hospede-se no Park Hyatt Mendoza Hotel, Casino & Spa, que fica em frente à Plaza Independencia. E sim, há um cassino no hotel, além de dois restaurantes, um wine bar, spa, academia e piscina.

Mas se o seu sonho for acordar com vista para a Cordilheira dos Antes, o Diplomatic Hotel é perfeito para você. É um hotel cinco estrelas, com piso de madeira, spa, academia, café da manhã excelente, a três quadras da Plaza Independencia.

E para quem está viajando com o orçamento mais contado, quer economizar e talvez preparar sua própria comida, o Plaza Independencia pode ser uma boa opção para você considerar.

Preciso dizer, no entanto, que os hotéis urbanos não oferecem nada além das experiências tradicionais dos hotéis.

São muito bons, em especial, para quem está sem carro e curte ficar próximo de comércios, restaurantes, bares e opções de diversão noturna.

Mas para quem busca uma experiência mais requintada, vai passar a lua de mel em Mendoza, quer curtir uma data importante ou simplesmente fugir do óbvio, há as charmosas opções de hospedagem nas vinícolas.

Aliás, se você vai passar mais de 3 dias na cidade, considere a possibilidade de ficar pelo menos dois em uma vinícola.

Por exemplo, a Casa de Huéspedes La Azul, no Vale do Uco, que tem uma vista esplendorosa para a Cordilheira dos Andes. A bodega da família fica bem pertinho e nela tomamos um dos melhores Cabernet Sauvignons de nossas vidas.

A Agrelo Vines Lodge, por exemplo, é outra boa opção, e fica entre as regiões do Vale do Uco e Luján de Cuyo.

Para quem curte propostas diferenciadas, sugiro passar uns dias na Bodega Alpasión Lodge y Glamping, com café da manhã, 2 restaurantes e toda a experiência de um glamping de alto estilo.

Há outras inúmeras opções, claro. Clique em um dos links acima e explore as hospedagens da região.

Como é o tour da Alta Montanha em Mendoza

O passeio é, em maior parte, o trajeto em si, mas há alguns pontos de parada muito interessantes pelo caminho.

Os principais são: Dique de Potrerillos, cidade de Uspallata, Centro de Esqui de Penitentes, Parque Provincial Aconcágua, Puente del Inca e Cristo Redentor de Los Andes.

Amanhecer com a Cordilheira iluminada pelo sol ainda na Ruta 40, Alta Montanha em Mendoza
Amanhecendo com a Cordilheira iluminada pelo sol ainda na Ruta 40

Este é um passeio de longa duração e é necessário reservar o dia todo para percorrer os 400 km de ida e volta a serem vencidos ao longo do dia.

Saímos do hotel às oito da manhã com o Alfredo, excelente motorista que trabalha com o Leonardo Harth.

Optamos pelo motorista particular por alguns motivos: o primeiro deles é por não gostarmos dos tours engessados feitos pelas agências.

Outro motivo foi que a estrada tem fama de muito perigosa, especialmente por conta das centenas de caminhões que a cruzam todos os dias e, além disso, dirigir por um trajeto perigoso com risco de nevasca não estava nos deixando confortáveis.

Paisagem da RN 7 com uma montanha nevada ao fundo e uma fila de caminhões na estrada percorrida no tour da Alta Montanha em Mendoza
O trânsito na RN 7 é muito, muito intenso e a maioria é de caminhões que fazem a travessia Chile x Argentina e vice-versa. O perigo mora no abuso.

Além da tranquilidade e da responsabilidade no volante, Alfredo tem vasta experiência nesse trajeto por conta de seus 11 anos como motorista do ônibus da empresa CATA, que faz a travessia para o Chile por essa estrada diariamente. Ou seja, ele conhece esse trecho da Ruta 7 como a palma de sua mão.

Ainda era noite quando deixamos o hotel. Em Mendoza, as noites de outono são bem longas e isso nos proporcionou um dos visuais mais legais dos Andes até aquele momento.

O Cordón del Plata, cuja vista na alta montanha em Mendoza é esplêndida, estava aceso, reluzente e dourado com a chegada graciosa do sol. Um espetáculo.

Cordón del Plata pintado com o dourado do amanhecer mendocino e um carro na estrada
Cordón del Plata pintado com o dourado do amanhecer mendocino

A temperatura nessa época é bastante baixa e deixamos a cidade para trás com 5 graus positivos, mas ela foi caindo à medida que subíamos a montanha.

Dependendo da época em que for, é imprescindível levar roupa de frio para esse passeio.

Você vai precisar de casaco corta-vento e proteção para as extremidades, por exemplo: segunda pele, gorro (veja aqui nosso artigo sobre este item) e luvas.

Dique de Potrerillos

Nós estávamos com blusas quentes, mas nas pernas ia apenas uma calça jeans.

Quando paramos no Dique de Potrerillos (ou Embalse Potrerillos, como queira) quase congelamos ao sairmos do carro.

As luvas e gorrinhos nos permitiram algumas fotos nesse lindo lugar.

Paisagem dos arredores da represa de Potrerillos, caminho da Alta Montanha em Mendoza
Paisagem dos arredores da represa de Potrerillos, Alta Montanha em Mendoza

O Dique de Potrerillos é uma grande represa localizada no Rio Mendoza e cercada por montanhas por todos os lados.

Em maio, ocasião de nossa visita, as montanhas que circundam a represa estavam nevadas, oferecendo uma paisagem muito bonita.

Dique de Potrerillos e suas montanhas salpicadas de neve
Dique de Potrerillos e suas montanhas salpicadas de neve

Na época em que fizemos o passeio da alta montanha em Mendoza a estrada estava sendo ampliada e a passagem pelo dique seria desviada para um local ainda mais bonito, com uma vista maravilhosa das águas verdes do Rio Mendoza.

Prepare a câmera fotográfica porque à medida que vamos vencendo a Ruta 7, as paisagens vão se alterando, pintando quadros tão incríveis que é impossível resistir ao clique.

Subindo a Ruta 7 com as montanhas logo em frente. Paisagens incríveis durante todo o trajeto
Subindo a Ruta 7 com as montanhas logo em frente. Paisagens incríveis durante todo o trajeto

Aqui vale uma observação para quem optar por dirigir por conta própria: se fizer esse trajeto no inverno, tenha extremo cuidado com as pontes, pois é nelas que se concentram, na maioria das vezes, as “poças de gelo”, que estão entre as grandes culpadas pelas derrapagens e acidentes nas estradas geladas.

A neve dá um toque todo especial às montanhas do caminho mo tour da Alta Montanha em Mendoza
A neve deu um toque todo especial às montanhas do caminho

O passeio da alta montanha em Mendoza pode ser também um passeio “religioso”, para quem curte o tema.

Na foto abaixo, pertinho do tronco das árvores há um amontoado de garrafas pet com água, coisa muito comum nessa e em outras estradas da Argentina.

Em cada uma dessas localidades, um “santo” popular diferente recebe as oferendas em pequenos altares onde encontramos também imagens, alimentos e outros pequenos presentes.

O altar que mais recebe oferendas é o da Defunta Correa, que arrebata milhares de devotos nessa região. As garrafas d’água para ela se amontoam em pilhas e mais pilhas nessa estrada.

À direita, ao pé da árvore, as garrafas de plástico marcam o local de oferenda
À direita, ao pé da árvore, as garrafas de plástico marcam o local de oferenda

Paramos poucas vezes nesse trajeto por dois motivos principais e que podem ajudá-lo na decisão sobre a forma como vai percorrer esse caminho: o primeiro deles é que o trajeto é longo (cerca de 400 km entre ida e volta) e não há como retornar antes de a noite cair se for parando a toda hora para fotos mais planejadas.

Portanto a maioria das fotos em que a estrada aparece nesse post foram tiradas de dentro do carro em movimento.

Em segundo lugar, é proibido parar, indiscriminadamente, em qualquer lugar da Ruta 7. Há trechos muito perigosos.

Mesmo assim, ainda voltamos para casa com muita beleza na memória da cabeça e na da câmera fotográfica.

A estrada e as montanhas nevadas ao fundo. Mais uma das paisagens desse belíssimo trajeto percorrido no tour da Alta Montanha em Mendoza
Mais uma das paisagens desse belíssimo trajeto

Uspallata

Logo chegamos à cidade de Uspallata, que fica no meio do passeio da alta montanha em Mendoza.

Cidadezinha de Uspallata, cidadezinha localizada às margens da RN7, com alguns carros na rua e as montanhas nevadas ao fundo
Uspallata, cidadezinha localizada às margens da RN7

Uspallata é uma localidade pequena com um pequeno comércio e ruas não pavimentadas, transversais À RN7.

Simpática cidade de Uspallata, no trajeto para a Alta Montanha de Mendoza
Simpática cidade de Uspallata, no trajeto para a Alta Montanha de Mendoza

Em Uspallata você pode tomar um chá, um café ou um suco, fazer lanche ou almoçar.

Nós optamos por um café quentinho na hospedaria da cidade e aproveitamos para colocar nossa calça de segunda pele por baixo da jeans, pois a temperatura só dava sinais de queda.

Quitutes do café anexo ao hotel Los Condores.
Quitutes do café anexo ao hotel Los Condores. Experimentamos uns alfajores, mas estavam velhos

Em seguida fomos parados por uma inspeção policial trabalhando em conjunto com a secretaria de turismo de Mendoza.

Havia ocorrido um acidente na antevéspera desse nosso passeio onde um caminhão em ultrapassagem proibida e irresponsável chocou-se com uma van de turismo matando cinco pessoas, entre elas, 4 brasileiros.

Talvez por isso estivessem apertando o cerco e acabamos perdemos um tempo ali enquanto nosso motorista mostrava toda a documentação solicitada e a pessoa responsável conferia tudinho.

Não saímos do carro para não irritar ninguém, mas a área renderia bons cliques.

A pequena Uspallata com sua paisagem bucólica. Parte do tour da Alta Montanha em Mendoza
A pequena Uspallata com sua paisagem bucólica

Com tudo liberado, seguimos caminho, passando da paisagem branca das montanhas para o colorido da terra árida que adorna boa parte dessa estrada.

A estrada e a beleza árida das montanhas que formam a paisagem desértica dos Andes, vista do passeio da Alta Montanha em Mendoza
A beleza árida da paisagem desértica dos Andes

Um show de cores e formas que pode ser observado em todas as épocas do ano na bela alta montanha de Mendoza.

Estrada, um carro branco à frente e as montanhas com as variações coloridas da Ruta 7 no tour da Alta Montanha em Mendoza
As variações coloridas da Ruta 7

Quem percorre a Ruta 7 de ônibus no trajeto Santiago x Mendoza ou vice-versa, passa por todas essas paisagens e mais algumas outras no território chileno.

Assim, quem fizer esse trajeto de ônibus e não fizer questão de parar nos locais, não precisa ocupar mais um dia da programação com ele, pois a estrada é exatamente a mesma.

A estrada, um caminhão e as montanhas áridas e rosadas com os picos nevados do passeio da Alta Montanha em Mendoza
Durante o trajeto, muitos veículos entre carros, caminhões e ônibus transitam em ambos os sentidos

O trajeto em si não é de extremo perigo, mas o trânsito é intenso e exige muita atenção. Há alguns trechos em que um deslizamento de terra ou pedra perece iminente.

No entanto, a rodovia está em constante manutenção e está, toda ela, de boa qualidade.

A RN 7 passa por uma série de túneis em seu trajeto pelos Andes
A RN 7 passa por uma série de túneis em seu trajeto pelos Andes

Punta de Vacas

Um pouco à frente, na localidade chamada Punta de Vacas, está o posto da Gendarmeria Nacional (uma espécie de força militar que fiscaliza esse trecho da estrada) da alta montanha e fomos parados mais uma vez.

No inverno, é obrigatório o porte de cadenas (correntes) que devem ser instaladas nos pneus em caso de neve na pista.

No entanto, mesmo sem risco iminente de nevasca, quem não tiver cadenas no porta-malas não tem permissão para seguir caminho e deve retornar para a cidade.

Portanto se for alugar um carro ou viajar com o seu próprio, não se esqueça das correntes para os pneus.

Inspeção da Gendarmeria Nacional Argentina
Inspeção da Gendarmeria Nacional Argentina

Centro de Esqui de Penitentes

Outra atração da alta montanha em Mendoza foi a nossa próxima parada: a estação de esqui de Penitentes.

Trata-se de um pequeno centro às margens da Ruta 7 e que recebe muitos esquiadores e turistas durante o período de inverno.

Estação de Esqui de Penitentes, a mais próxima de Mendoza
Estação de Esqui de Penitentes, a mais próxima de Mendoza

Sem as nevascas, no entanto, é apenas uma micro cidade fantasma de beira de estrada. Mesmo fechada, você pode parar por aqui para usar os banheiros e tirar umas fotos.

Estrutura do centro de esqui de penitentes, que fica completamente deserto sem neve.
Estrutura do centro de esqui de penitentes, que fica completamente deserto sem neve.

Em Penitentes há hotel, restaurante e e escola de esqui, mas só funcionam na temporada de neve. Há banheiros públicos o ano todo.

Puente del Inca

A cerca de 7 km de Penitentes está a localidade Puente del Inca. Ali formou-se um pequeno comércio por conta da curiosa formação rochosa de mesmo nome que virou ponto turístico.

No local também há banheiros.

Puente del inca, na RN 7. Mendoza, Argentina
Puente del inca, na RN 7. Mendoza, Argentina

Logo acima da ponte, se você reparar na foto, há uma pequena igreja. Próximo a ela há algumas ruínas de construções que dizem ser de um hotel, destruído em 1965 por um deslizamento.

Embora esteja bem ao lado do hotel, a igrejinha se manteve de pé e resiste bravamente até os dias atuais. O restante foi destruído. Outra das muitas coisas impressionantes da alta montanha em Mendoza.

Atualmente está proibida a passagem pela ponte, pois ela apresenta risco de ceder.

Abaixo da ponte há ainda uma antiga construção que funcionava como banhos termais. Uma observação mais minuciosa leva-nos a perceber uma pequena fumaça deixada pelas águas que escorrem pelas pedras amarelas desse monumento natural.

Mais curioso ainda é que há formação de gelo, inclusive estalactites geladas no local, apesar das águas termais.

As estalactites de gelo dão um toque especial à formação rochosa nessa época do ano
As estalactites de gelo dão um toque especial à formação rochosa nessa época do ano

A antiga ferrovia corta esse pequeno vilarejo, mas está desativada.

Comenta-se em Mendoza que o governo argentino tem planos para reativá-la, o que serviria para reduzir o fluxo de caminhões de carga da RN 7.

No entanto, o sindicato dos caminhoneiros parece ser contra e a briga continua indefinidamente.

Enquanto isso, os vários acidentes (a maioria envolvendo caminhões) ao longo de toda a rodovia estão entre as marcas registradas da Ruta 7.

Comenta-se também sobre um outro plano do governo, esse talvez menos complicado: transformar a utilidade da ferrovia colocando nela vagões turísticos.

Parte da ferrovia que cruza a localidade de Puente del Inca
Parte da ferrovia que cruza a localidade de Puente del Inca

Como se não bastassem as curiosidades que envolvem o lugar, a lenda que dá nome à localidade não podia ser menos fantástica.

Reza a lenda que o herdeiro do trono do império Inca sofria de uma doença cuja cura não se encontrava.

Contaram-no sobre as águas termais e milagrosas dessa localidade e ele partiu à sua procura. Encontrou-a, permaneceu ali por um tempo e curou-se do mal que o acometia.

A lenda conta também que a ponte foi formada por servos que dobraram-se fim de que seu senhor cruzasse o rio pisando em suas costas.

Feita a travessia, os servos se transformaram em granito. Por isso o nome de Puente del Inca.

Parque Provincial Aconcágua

Mais três quilômetros à frente e é hora de conhecer o Parque Provincial Aconcágua.

Um lugar lindo cercado por montanhas e que atrai muitos alpinistas e montanhistas profissionais.

A vedete do lugar, a montanha que dá dá nome ao parque, é a mais alta das Américas e desafiar suas paredes e a natureza que a cerca é um sonho para muita gente.

Entrada do parque. O Aconcágua lá no fundo, com a ponta coberta de nuvens
Entrada do parque. O Aconcágua lá no fundo, com a ponta coberta de nuvens

No inverno não há muito o que fazer por ali porque a neve acaba trazendo perigo para quem quer se aventurar até mesmo pelas trilhas mais simples, como a que vai até a Laguna Los Horcones.

Vista do Aconcágua coberto por uma fina nuvem, do Sendero Mirador Aconcágua. Este é o ponto alto do tour da Alta Montanha em Mendoza
Vista do Sendero Mirador Aconcágua

Se deseja conhecer o parque e fazer alguma de suas trilhas, pesquise a melhor época e programe-se.

Nós só conseguimos fazer a pequena trilha para o mirante do Aconcágua.

Foram 400 m de terra molhada e neve congelada que escorregava igual sabão.

Nesse caso, aconselho usar botas com solado mais adequado para esse tipo de terreno. Fui de tênis e não caí por pura sorte.

Sendero Mirador Aconcágua. Trilha pequena. Beleza grande.
Sendero Mirador Aconcágua. Trilha pequena. Beleza grande.

Um pouco mais acima fica a localidade de Las Cuevas e, com o tempo bom, você pode aproveitar para conhecer o Cristo Redentor de Los Andes.

No inverno, no entanto, a estrada até ele, que ainda é de terra, costuma fechar por conta da neve. E justamente por esse motivo não conseguimos subir até lá.

Alguns dias antes havia ocorrido uma nevasca que fechara inclusive o Paso Internacional.

Paisagem recorrente na RN 7. casinhas e montanhas áridas
Paisagem recorrente na RN 7. Belas casinhas e montanhas áridas

Era hora de retornar e, mesmo sem visitar o Cristo e a lindíssima região onde ele repousa, nosso passeio foi muito proveitoso.

Novamente paramos em Uspallata, dessa vez para tirar nosso estômago da miséria. Almoçamos uma boa truta com batatas fritas no restaurante El Rancho.

Truta com batatas fritas no restaurante El Rancho, em Uspallata.
Truta com batata frita no restaurante El Rancho, em Uspallata.

Passeio bacana para quem gosta de montanhas, paisagens interessantes e estrada. Muita estrada.

Resuminho e dicas para simplificar seu planejamento:

  • Se vai fazer a travessia de ônibus (Chile x Argentina ou vice-versa) e não faz questão de parar nos pontos turísticos da RN7, não inclua esse passeio no seu cronograma.
  • No caso da travessia dos Andes, procure não fazer no inverno para não correr o risco de pegar o Paso Internacional fechado por conta das nevascas
  • Lembre-se de levar correntes para os pneus. Elas são obrigatórias.
  • Leve água. Há paradas no caminho, mas não são muito frequentes, principalmente no início da subida partindo de Mendoza
  • Se for no inverno LEVE AGASALHO e apetrechos como luvas e gorro! Sério, gente, faz falta.
  • Caso opte por dirigir um carro alugado ou o seu próprio, tenha em mente que vai precisar manter sua atenção total na estrada e não na paisagem
  • Se quiser esquiar, há hotéis e albergues no centro de Esqui de Penitentes
  • Há hotéis em Uspallata e de lá também partem alguns passeios

Assista ao nosso vídeo desse passeio e não se esqueça de deixar um joinha.

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Formada em adm. de empresas e marketing, atuando como tradutora autônoma, criei o Viagens e Andanças em 2011 para compartilhar com você uma paixão de infância: viajar. Venha comigo curtir um pouco desse mundão!

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