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O Morro do Alicate fica no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, em Petrópolis e tem uma bonita vista para o vale do Bonfim. É uma caminhada considerada leve superior.

Havia tempos um amigo nos convidava para essa trilha e sempre algo nos atrapalhava. Várias vezes combinamos, mas quase sempre chovia. Chegamos a ir ao parque especificamente para subir o Morro do Alicate mas o tempo virou totalmente e ficamos somente pelos lindos poços do circuito das bromélias.

Morro do Alicate visto da parte alta do Véu da Noiva

Morro do Alicate visto da parte alta do Véu da Noiva


Saímos novamente decididos a subir o Morro do Alicate. Fazia sol no meu bairro, com algumas nuvens. Conforme fomos nos aproximando de Corrêas (bairro onde fica o PARNASO), as nuvens fecharam o céu azul e o ruço apareceu descendo cada vez mais. Insistimos e começamos a subir. Chegando na bifurcação Véu da Noiva / Açu, achamos que não valeria a pena subir aquilo tudo com o tempo tão feio. Decidimos ir ao Véu da Noiva novamente, mas paramos na Gruta do Presidente para um lanche rápido.

Enquanto lanchávamos o tempo começou a abrir, o sol deu as caras e resolvemos então “seguir viagem”. Com o Guia de Trilhas do PARNASO em mãos, fomos seguindo as instruções sempre precisas do Waldyr Neto. Subimos pela trilha que leva ao Queijo (no caminho para o Açu) e numa curva avistamos o que, no livro, está descrito como “forte descida”. Waldyr que me desculpe, mas aquilo tá mais pra pirambeira mesmo… :P

Descemos nos agarrando em galhos e matos pra não rolarmos morro abaixo. Logo chegamos num riacho.

Riacho que precisamos atravessar para alcançar a trilha para o Morro do Alicate

Riacho que precisamos atravessar para alcançar a trilha para o Morro do Alicate


Não paramos nem para descanço. Continuamos o caminho, que então passou a subir. E como! Me parece que não é uma trilha muito frequentada e, embora bem óbvia, não me pareceu que recebe manutenção constante. O PARNASO cobra R$ 20,00 (valor de 2013) e justifica a cobrança dizendo que as trilhas de montanha sofrem manutenção constante. Não foi o que percebemos. Para quem vai ao parque contando com o desconto para morador, saiba que não há desconto nas trilhas de montanha. Há desconto somente na entrada do parque.

Há uma cachoeira, chamada Cachoeira do Alicate, que dizem ser muito bonita e decidimos procurar por ela na volta.

Continuamos a trilha. Subimos, subimos, subimos e chegamos! Ufa! A vista é muito legal e o local é super tranquilo, justamente por ser pouco frequentado. O tempo limpou, o sol chegou e ficamos ali deitados aproveitando o silêncio e descansando da subida.

Thaísa observando o vale do Bonfim. À esquerda o imponente Alcobaça domina a paisagem

Thaísa observando o vale do Bonfim. À esquerda o imponente Alcobaça domina a paisagem


Como em toda montanha, venta bastante e é sempre aconselhável ter na mochila um casaco ou um corta-vento.

No cume, seguindo uma curtíssima trilha à direita, chegamos em um mirante de onde se vê lá embaixo o Véu da Noiva, incluindo a parte alta da cachoeira.

Marcos fotografando a cachoeira Véu da Noiva. Desse mirante dá para ver a parte alta e a queda das águas

Marcos fotografando a cachoeira Véu da Noiva. Desse mirante dá para ver a parte alta e a queda das águas


Sempre aconselhamos as pessoas a não usarem perfumes ou batons muito cheirosos nas trilhas pois sempre atrai insetos. No Morro do Alicate isso é especialmente aconselhável para não atrair abelhas. Parece que há abelhas por lá e já houve ataques no mirante de onde se vê o Véu da Noiva. Enquanto estávamos lá, encontramos uma ou duas abelinhas e ficamos de olho, mas elas só nos “vigiaram” um pouco e logo desapareceram.

Algumas das montanhas vistas do Morro do Alicate

Algumas das montanhas vistas do Morro do Alicate


Essa é uma trilha um pouco exigente e não aconselho para quem nunca fez trilhas. Quem deseja conhecer o morro do Alicate, vale a pena levar um bastão pois ele ajuda bastante no equilíbrio. A trilha é bem ingreme e nós reclamamos a descida toda por termos esquecido nossos bastões no carro.
Essa aí é a parte fácil da trilha. Quem gosta de andar no meio do mato, mesmo, vai gostar de subir o Alicate. :)

Essa aí é a parte fácil da trilha. Quem gosta de andar no meio do mato, mesmo, vai gostar de subir o Alicate. :)


Chegamos no riacho e resolvemos procurar a cachoeira. Tentamos por uma trilha que nos pareceu seguir o leito do rio, mas estava meio fechada e o cansaço nos fez desitir da cachoeira. Ela ficou para uma próxima visita. Vamos voltar lá com certeza! :)

Já na portaria vimos dois jovens que haviam acabado de descer de um pernoite no Açu. Carregavam plantas do parque, que haviam cortado na descida. Fiquei tão aborrecida com aquilo que tive vontade de lhes dar um “puxão de orelhas”. Mas me conformei em só ouvir o guarda chamando a atenção desses irresponsáveis e explicando que só se pode levar de lá fotos e água. Nada mais! Imagine se todo mundo que visitar o parque resolver levar uma plantinha? Pense nisso antes de cortar qualquer coisa dos locais que visita, sejam parques ou não. Tenha consciência e respeite a natureza.

Uma dica para quem vai acompanhando o Guia de Trilhas do PARNASO é ir marcando a trilha no celular por um aplicativo desses de GPS. Se bater dúvida alguma vez é só ver se o caminho marcado pelo GPS está batendo com o croqui do livro. Não tem erro.

Boas trilhas! ;)

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