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Home » Viagens fora do Brasil » Centro de esqui Villarica, Pucón


Em nossa viagem ao Chile planejamos esquiar no Valle Nevado. Depois de ler alguns depoimentos e pesquisar um pouco, achamos que valeria mais a pena mudar os planos e ter nosso primeiro contato com o esqui em Pucón, no centro de esqui Villarica.

Escolhemos o Villarica por ser um centro de esqui menor que o Valle Nevado e também mais barato. Além disso, li relatos que diziam que o Villarica é melhor para os iniciantes, e assim me pareceu mesmo.

O tempo não ajudou muito e, em nossa primeira investida, ficamos somente na vontade de esquiar. Chovia.
Tomamos café da manhã, alugamos um carro e saímos do hotel pela manhã com tempo ruim, com destino ao centro de esqui.

Parte da estrada de acesso ao centro de esqui de Pucón

Parte da estrada de acesso ao centro de esqui de Pucón


A estrada até lá é cuidada e passa por manutenção constante, mas a chuva sempre torna a parte de terra um pouco chata e com vários buracos. Nossa Uno alugada não teve o mínimo problema para subir os cerca de 4 km de terra, e chegamos no estacionamento do centro sem nenhum tipo de dificuldade. De Pucón ao centro de esqui são cerca de 15 km no total.

O vulcão villarica é pertinho do centro de Pucón

O vulcão villarica é pertinho do centro de Pucón


É facinho de chegar, há sinalização e, ao contrário do que muita gente acha, não é preciso ir até a cidade de Villarica para pegar o caminho para o vulcão. A entrada fica em Pucón mesmo, no sentido oposto ao de quem vai para os Ojos del Caburgua e para o Lago Caburgua.

Da estrada se vê o vulcão e, em alguns trechos, é possível ver o lago e a cidade. Mas para isso é necessário uma parada ou andar bem devagar.

No primeiro dia subimos, deixamos o carro no estacionamento (que é gratuito) e fomos caminhar um pouco na neve. A chuvinha fina e o frio intenso não nos animaram a subir o teleférico, pois não teríamos visibilidade boa. Muito menos a esquiar. Na base do centro de esqui havia muitas crianças brincando com seus pais. Tiramos algumas fotos e resolvi perguntar o preço do aluguel do equipamento ali, pois a vontade foi grande. O equipamento estava CLP 13.000 + CLP 4.500 da calça impermeável (por pessoa). Achei caro, especialmente porque já não era tão cedo, então desistimos. O bilhete do teleférico para esquiador adulto, se não me falha a memória, estava CLP 30.000 para o dia todo e CLP 25.000 por meio dia (por pessoa). Se você quiser consultar os preços atualizados basta visitar a página de tarifas do centro de esqui Villarica.

Descemos. Logo depois do estacionamento há um local onde a mata fica interessante com a neve e paramos para mais umas fotos.

Marcos fotografando o bosque nevado

Marcos fotografando o bosque nevado


Seguimos nosso caminho e terminamos esse dia visitando os Ojos del Caburgua e o Lago Caburgua. Quando retornávamos para o hotel, da estrada vimos o Villarica querendo aparecer. O tempo parecia dar sinais de que estaria melhor no dia seguinte.

O Villarica "dando as caras" pela primeira vez

O Villarica “dando as caras” pela primeira vez


À noite passamos na francesa Aguaventura para alugar os equipamentos de esqui e tentar uns tombos, quero dizer, tentar esquiar no dia seguinte. Experimentamos as botas, as calças e saímos de lá animados. O equipamento (em ótimas condições) foi CLP 8.000 + CLP 2.000 da calça (bem surrada), mais barato do que no centro de esqui. Só fiquei um pouco irritada de ter que deixar meu passaporte lá como garantia pelo equipamento, mas não tinha outro jeito. Custei para “desencucar” com o meu passaporte longe de mim.

A previsão do tempo era desanimadora, mas mesmo assim alugamos o material, esperançosos de que no dia seguinte a chuva ficaria de molho.

Grande engano! No dia seguinte acordamos e… chovia. Fizemos hora, tomamos café da manhã, conversamos um pouco com o pessoal do hostel, fizemos mais hora e… chovia. Teimosos partimos para o Villarica assim mesmo. Estacionamos o carro e… chovia. Mas esperança é a última que morre. Ficamos lá no carro esperando a chuva passar mas ela não cedeu. Choveu o dia todo e fazia um frio de congelar até pensamento. Por vários momentos vimos cair neve e água ao mesmo tempo. Havia muitos loucos esquiando, mas nós não tivemos coragem, ainda mais que Marcos estava com uma gripe danada e esquiar na chuva seria péssimo pra ele. Lanchamos no carro, cochilamos, conversamos e… chovia. Desenhei vários sóis no vidro embaçado do carro (cumprindo uma tradição que me ensinou uma tia, quando eu era criança e queria ir à piscina mas o dia estava nublado) mas não adiantou. Ai que saco. A única foto desse dia é a que está abaixo. Pode rir. Agora é engraçado, mas no dia eu fiquei enfurecida. :)

Estávamos bem assim mesmo, como essa carinha aí. :)

Estávamos bem assim mesmo, como essa carinha aí. :)


Voltamos pro hostel. Eu com vontade de pegar o primeiro avião e voltar pra casa. Marcos só ria do meu mau humor, chegou até a tirar foto do meu “bico”, como ele diz. Mas eu censurei essa foto, claro! Eu estava de saco cheio de chuva. Fiquei tão revoltada que cismei de devolver o equipamento, mesmo com a previsão melhor para o dia seguinte. Como o equipamento estava totalmente limpo e não havíamos usado nada por causa do mau tempo, a garota da Aguaventura nos deu um desconto, pagamos a metade por termos devolvido tarde. Então fica a dica para o pessoal que pegar mau tempo e desistir de esquiar: devolvendo cedo, eles aliviam a diária.


Choveu à noite. Acordamos um pouco tarde pois achamos que seria outro dia de chuva. Abri a cortina e… SOL! Nossa! Nem acreditei. O Villarica estava lá, lindão, dominando a paisagem. Agilizamos tudo e fomos alugar o equipamento outra vez. Chegando lá a garota tentou achar o mesmo equipamento que havíamos alugado para não precisarmos experimentar tudo de novo. Mas não achou, então perdemos um tempo lá e partimos para o Villarica.

Dica para quem vai esquiar pela primeira vez: quando for alugar o equipamento, experimente tirar a bota do esqui lá mesmo onde alugar. É que eles ajustam o equipamento de acordo com a bota e, se apertarem demais, depois pra tirar a bota do esqui, especialmente se você cair, é uma ladainha que não tem tamanho.

Para saber como se vestir na neve, veja nosso artigo com dicas.

Parte da estrada de terra na subida até o centro de esqui Villarica. Da estrada vê-se o vulcão muitas vezes.

Parte da estrada de terra na subida até o centro de esqui Villarica. Da estrada vê-se o vulcão muitas vezes.


Não quisemos pegar aula e nem subir a montanha pois não sabíamos se nos entenderíamos com o esqui. Ficamos ali na base, um pouco acima do ponto de partida do teleférico onde há uma parte com uma pista quase plana.

Vista da parte final, quase plana, da pista que chega no ponto de partida do teleférico

Vista da parte final, quase plana, da pista que chega no ponto de partida do teleférico


O único problema de ficar por ali é que, como é um pedaço pequeno da pista, quando se chega embaixo tem-se que subir caminhando e carregando o equipamento de esqui. Aí, haja disposição para andar pista acima com aquelas botas de astronauta. Com aquela roupa toda de frio, fiquei com um calor monstro, mesmo na neve. Desejei estar usando shorts. :)

Três tombos depois e eu já conseguia frear sem ter que me jogar no chão. Mas confesso que quando ia pegando velocidade, dava um medão! Fazer curvas também não era a coisa mais fácil do mundo, mas você vai pegando o jeito. Ficamos ali brincando de esquiar, aprendendo pela observação. Acontece que meu joelho, que já anda estressadinho, doía pra burro. Quando a dor chegou a um ponto onde o medo dela ficou maior que a vontade de continuar, parei.

Não pegamos aula, mas aconselho que os iniciantes contratem aula para poderem aproveitar mais o dia de esqui.

Fomos para o estacionamento trocar as botas e quando coloquei as minhas botas comuns fiquei até feliz. Pagamos CLP 9.000 por pessoa para subir no teleférico até o abrigo, de onde se tem uma linda vista da região e do Lago Villarica.

Casal descendo por uma das pistas do centro de esqui Villarica

Casal descendo por uma das pistas do centro de esqui Villarica


Já passava das 16h e a estação fecha às 17h. Tiramos umas fotos, andamos um pouco por ali e descemos satisfeitos com o nosso dia. Finalmente esquiamos um pouco e terminamos o dia com uma vista linda!

Marcos fotografando o Lago Villarica, do abrigo até onde os não esquiadores podem subir.

Marcos fotografando o Lago Villarica, do abrigo até onde os não esquiadores podem subir.


O Vulcão Villarica é muito procurado pelos aventureiros que querem subir até sua cratera. Tínhamos intenção de subir até lá também, mas o mau tempo e o meu joelho acabaram com nossas esperanças. É claro que no inverno o risco de não poder subir é muito grande e há muito mais neve no trajeto. Quem quiser subir o Villarica até a cratera, deve visitar a região no verão e não ir com o roteiro muito apertado. Há casos de pessoas que passaram 4 dias na região esperando uma oportunidade de subir e não conseguiram. A colega blogueira Camila Navarro conta como foi a subida dela até lá, dá uma olhada no Viaggiando.

É montanha que não acaba mais! Olha ele aí com sua eterna fumacinha...

É montanha que não acaba mais! Olha ele aí com sua eterna fumacinha…


Saiba que subir até a cratera do Villarica não é molezinha não. É preciso ter um certo nível de disposição e preparo físico e emocional. Estar acostumado a caminhadas em montanha é um bom adianto nesse sentido.
Outra coisa que precisa de atenção é com relação às agências que fazem o passeio. Não busque pelo menor preço. Procure uma agência que ofereça material de boa qualidade e guias realmente capazes. Como a descida é feita escorregando, numa espécie e esquibunda, a roupa impermeável precisa estar 100% para não entrar neve. Cuidado!

No Parque Nacional Villarica também é possível visitar as Cuevas Vulcânicas. Os amigos Carla e Elio do blog Expedição Andando Por Aí contam como é o passeio pelas Cuevas, veja lá.

O Villarica é, sem dúvida, a vedete de Pucón. Não deixe de conhecê-lo, mas também não abuse dele. ;)

É possível chegar ao Villarica de carro ou de van com alguma agência.

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