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Home » Viagens fora do Brasil » A experiência de dirigir no Reino Unido, na mão invertida


O roteiro de viagem que montamos para nós no Reino Unido (na verdade, que Camila montou) foi bastante ambicioso e só seria possível de carro. Fizemos alguns trechos de trem e avião, mas para visitar todas as cidadezinhas e todos os recantos que queríamos, só mesmo de carro. Foram dois carros, sendo que pegamos um na Inglaterra e devolvemos no País de Gales, e outro que pegamos na Escócia e devolvemos por lá mesmo, ainda que em outra cidade. Leia mais detalhes sobre quantas cidades visitamos e os transportes que usamos no artigo Como planejar uma viagem para o Reino Unido.

Nosso carro na Escócia
Nosso carro na chuvosa Escócia

Quando confirmamos nossa viagem ao Reino Unido, eu soube imediatamente que passaria por alguns momentos de tensão. Quem leu meu relato sobre minha experiência ao dirigir em Los Angeles deve ter percebido que não sou um sujeito tranquilão que enfrenta momentos de stress na maior tranquilidade. Não mesmo. Sempre bate insegurança quando tenho que dirigir em situações complicadas.

Dirigindo em Burford, Cotswolds, interior da Inglaterra
Dirigindo em Burford, Cotswolds, interior da Inglaterra

Pois bem, se você lembra, no Reino Unido a mão é invertida (a famosa mão inglesa). Até aí, nada demais, realmente. O problema é que o volante também fica no outro lado, onde é o nosso banco do carona. E é isso que faz toda a diferença, muito mais do que você imagina – ou pelo menos foi assim comigo.

Pegando chuva na Ilha de Skye
Pegando chuva na Ilha de Skye

Não sou nenhum piloto mas considero-me um bom motorista. Dirijo há mais de 40 anos e nunca me envolvi em acidentes (toc toc toc). Mesmo assim, gosto de precaver-me. Antes de dirigir em Los Angeles, por conta de particularidades do trânsito por lá e pelo fato de nunca nem ter chegado perto de um carro com câmbio automático, assisti a uns poucos vídeos no YT para aprender os detalhes, o que ajudou bastante. No caso do Reino Unido o câmbio é manual, mas há ainda outro detalhe importante: as rotatórias, ou roundabouts, que além de serem invertidas, girando no sentido horário, têm regras muito específicas e que variam de acordo com o tipo de rotatória, sendo três básicos. Um canal em especial fez toda a diferença e nos preparou, a mim e à Camila, nos poupando de erros e problemas. O link do referido canal encontra-se no fim deste texto.

Rotatórias no Reino Unido
As temidas e numerosas rotatórias do Reino Unido

A direção no lado direito

Se você já dirige há bastante tempo, então já faz os cálculos de distância automaticamente e nem mesmo pensa nisso. É automático. Ao perceber uma passagem reduzida ou ao trafegar por vias estreitas, já sabe se vai dar ou não para passar e como deve posicionar o veículo para não acertar em nada, certo? Uma avaliação frontal e uma ou duas olhadelas rápidas pelos retrovisores são suficientes e pé na tábua. Também fica automática a avaliação da distância a ser mantida de um lado e do outro, do meio-fio, da faixa central etc. para posicionar-se corretamente na pista.
Então, se já tem tanta experiência na condução de um veículo, se passar para o outro banco tudo continua igual, só que invertido, certo?
Errado!

Nosso carro alugado na Inglaterra
Nosso carro alugado na Inglaterra. As estradinhas são todas asfaltadas, mas os acostamentos, não.

Sentado no banco do motorista no lado direito tudo parece errado. Instantaneamente você é jogado no túnel do tempo e volta a não saber dirigir tão bem assim. A experiência está lá, você sabe o que precisa saber, mas seu cérebro não tem tanta certeza de que consegue fazer os cálculos das distâncias, não é mais automático. Você é aprendiz de novo. Pelo menos essa foi a minha experiência. Há pessoas que têm dificuldades adicionais, como a toda hora bater com a mão direita na porta ao buscar o controle do câmbio. Essa dificuldade eu não tive, talvez tenha ajudado o fato de eu ser canhoto, não sei. Para mim foi bem natural. Talvez porque meu cérebro estivesse no modo alerta, fora da zona de conforto, esses movimentos automáticos não ocorreram, exceto quando eu acabava de sentar-me no banco: eu procurava automaticamente o cinto de segurança no lado esquerdo, imediatamente me dando conta do erro.

Do lado esquerdo. Sempre!
Do lado esquerdo. Sempre!

Em alguns momentos permiti-me relaxar um pouco, pela baixa velocidade em algumas pequenas cidades, e acabei entrando em um modo semiautomático. Em alguns desses momentos “acordei” no meio de alguma curva dando-me conta de que havia esquecido de que estava “do outro lado do carro” bem em cima de algum obstáculo e, atônito, aguardava o ruído da colisão… que felizmente nunca ocorreu.

Muitas curvas nas terras altas da Escócia
Muitas curvas nas terras altas da Escócia

O pior foi nas estradas de maior velocidade. Ficava de olho no meio-fio e na risca central, “escrevendo” na pista, oscilando de um lado para outro, como um verdadeiro aprendiz. Coisa esquisita! Nas pistas mais estreitas, especialmente nas Highlands escocesas, chegava a quase parar o veículo ao encontrar algum no sentido contrário, com medo de bater.


Confesso que passei a maior parte do tempo tenso, preocupado mesmo. E aí meu rosto não escondia o que se passava na minha cabeça ou o que ocorria com meus nervos. Com isso, Camila ficou irritada com minha irritação, achando que eu estava em constante mau humor. Não era mau humor – era um quase pânico mesmo.

Aqui só cabe um carro. Aguarde a sua vez em um dos locais de passagem

Chegou a minha hora!

De olho na faixa do meio da estrada, no meio-fio e na sinalização, nem sempre dava para ver tudo ao mesmo tempo, especialmente nos trechos de maior velocidade. Aprendiz, sabe como é. Numa dessas, acabei não vendo alguma placa avisando sobre uma ponte estreita, em que só cabia um veículo por vez, algo comum por lá. Não vi a placa e, do nada, lá estava um ônibus enorme vindo a toda no meio da ponte e nós indo de encontro a uma passagem insuficiente para o carro. De um lado, o ônibus, do outro, um muro de pedras. Lembro de ter dito calmamente: “não vai dar”. Meti o pé no freio sem tempo hábil para parar o carro, mirei a estreita passagem e esperei a pancada. Vi aquela parede de metal deslizar rapidamente no meu lado direito e logo estávamos do outro lado da ponte. Camila, que estava distraída olhando o mapa no celular, gritou: “que foi isso?”. Não pergunte, eu não sei como deu, mas a freada deu o tempo certo para o ônibus sair da ponte antes da minha entrada. Nem mesmo arranhou o retrovisor. Vivi para contar e juro que sonhei com aquilo naquela noite. Sinceramente, na hora eu jurava que não daria. Até agora não sei como deu.

As paisagens do caminho compensam o estresse
As paisagens do caminho compensaram o estresse

I’ll be the roundabout

Depois de pesquisar um pouco sobre o trânsito no Reino Unido, uma palavra tornou-se sinônimo de apreensão: roundabout. Antigamente, para mim, além de ser rotatória, era também sinônimo de música boa: Roundabout, sucesso da banda inglesa Yes nos anos 70. Por isso o subtítulo, a primeira frase da letra da música.

Há muitas rotatórias nas estradas do Reino Unido, muitas mesmo! São rotatórias, minirrotatórias e rotatórias em espiral. A ideia é evitar a retenção de trânsito nos cruzamentos e há regras bem definidas para cada uma delas, e tudo funciona perfeitamente bem. As rotatórias em espiral são um pouco mais complexas mas, normalmente, há semáforos (faróis) em todas elas, devido ao tráfego intenso e à maior possibilidade de colisão, e há também marcações no chão que auxiliam na hora de pegar a saída certa.

Preste atenção à sinalização na pista
Preste atenção à sinalização na pista

Acredito que nem precisaria comentar que, como a mão é invertida, elas giram no sentido horário – o que, para mim, faz muito mais sentido. Pena que aqui isso nem seja possível. O segredo é entrar na rotatória pela pista certa e já pegar a pista interna correta. Uma dica da nossa anfitriã do AirBnB de Skye: na dúvida, pegue a esquerda e fique girando até chegar sua entrada. Sim, isso funciona, embora mate o objetivo das pistas, que é evitar ou reduzir a um mínimo as retenções. Como estudamos muito todas as rotatórias antes da viagem, nunca fizemos isso e nunca pegamos saída errada. Deu tudo certinho, graças também às inúmeras vezes que assisti a alguns vídeos específicos sobre as rotatórias do Driving TV, no YouTube. Isso foi fundamental e, também por isso, fiquei mais confiante (ou menos em pânico) para encará-las, com Camila orientando o tempo todo sobre qual saída pegar.

Semáforo na ponte de Burford, Cotswolds, interior da Inglaterra

Mas qual a velocidade máxima?

No Reino Unido, quando não há a indicação da velocidade máxima, você deve respeitar a velocidade padrão de cada categoria de estrada. O problema é conhecer todas as categorias, saber distingui-las e lembrar de todos os limites. Essa informação não cheguei a decorar e o resultado foi que trafeguei bem abaixo do limite em boa parte do tempo, sempre que não havia sinalização, o que é bastante comum. Devo ter deixado muitos britânicos irritados com isso, mas não poderia arriscar diante dos muitos (muitos mesmo) radares em todas a vias principais. As multas lá são pesadas. E é aí que está o detalhe que separa os britânicos de nós. O que os brasileiros fazem quando há alguém trafegando devagar na estrada? Você sabe, colam na traseira, colocando todos em risco. Pois no Reino Unido você pode andar devagar o quanto quiser. Eles podem até xingar você, dentro dos carros deles, mas ficam a muitos metros de distância, sempre, o tempo todo, lá atrás. Percorri cerca de 1.600 Km e NENHUM motorista foi mal educado como os brasileiros. Esta é a diferença que nos separa: educação. Comparados aos britânicos, somos um bando de animais selvagens dirigindo por aí. Isso explica tantas mortes nas estradas.

Dirigindo pelo belíssimo interior da Inglaterra
Dirigindo pelo belíssimo interior da Inglaterra

Ué, cadê as motos?

Aqui no Brasil estamos acostumados (e como nos acostumamos rápido com tudo o que não presta) com motos trafegando entre os carros, costurando o trânsito, cortando pela direita, fechando, colando na traseira, e morrendo ou matando aos montes todos os dias, claro. Sério, não vi uma moto pequena sequer. Só vi motocicletas maiores e, em todos os casos, trafegando dentro da normalidade, sem fazer as barbaridades que os brasileiros fazem. Sim, há motos, mas poucas, ou são tão educados que nem mesmo percebi.

Viva o Google Maps… e a Vodafone!

Uma dica para quem pretende dirigir em local desconhecido é usar o Google Maps e um chip de uma boa operadora local. Esta foi a segunda viagem em que dirigimos tendo como únicas ferramentas um celular e o aplicativo. Um detalhe importante é baixar os mapas antes, para não sobrecarregar o aplicativo na hora de baixar as rotas. Se não fizer isso, o aplicativo vai baixar as imagens e as rotas ao mesmo tempo e poderá ficar engasgando, atrapalhando na hora de entrar em agulhas ou pegar a saída certa numa rotatória. Assim como fizemos em Portugal, usamos novamente um chip da Vodafone, que funciona sem problemas em todos os países do Reino Unido.

Uma dica importante ao utilizar o Google Maps ou outro aplicativo semelhante é ampliar ao máximo sua visão da estrada, para não correr o risco de perder alguma entrada. Quando nos aproximávamos de Cardiff, numa autoestrada muito movimentada, Camila estava seguindo o trajeto pelo celular, mas sem ampliar muito a imagem e, com isso, acabou perdendo uma agulha que nos teria colocado na pista certa. Resultado, perdemos a entrada e tivemos que dar uma volta enorme, em um trânsito infernal de sexta-feira à tarde numa véspera de feriadão. Para completar, estávamos já alguns minutos atrasados para devolver o carro à locadora.

Na estrada para Cardiff
Na estrada para Cardiff, com chuva, em uma sexta-feira de feriadão

Estrada de um carro só… e ovelhas

No interior da Inglaterra e da Escócia as estradas são excelentes, asfaltadas, tudo muito bem conservado. Porém, como é interior, zona rural mesmo, há muitos trechos em que a pista comporta somente um carro de cada vez e não há acostamento. Há, em vez disso, muitos recuos (passing places) em ambos os lados, onde o motorista deve entrar para dar passagem a algum veículo que vier no sentido contrário. Então, é preciso ficar atento se há algum veículo chegando e já ir procurando um recuo para dar passagem, ou ficar atento para o caso de outro veículo te dar a vez.

Estradinhas de um carro só com "passing places" no interior da Inglaterra
Estradinhas de um carro só com “passing places” no interior da Inglaterra

Agora, sempre que você der a vez a um motorista, preste atenção ao aceno que vai receber. Todos acenam agradecendo. Acenam, mas nunca buzinam nem piscam faróis. Se um deles não agradecer, pode ter certeza de que é turista e ainda não aprendeu o agradável protocolo. Em pouco tempo eu já estava acenando para todo mundo, sempre, e com muita satisfação. Como é bom conviver em ambiente com gentileza e educação, não é mesmo?

Outro detalhe muito importante: NUNCA estacione nos recuos dessas estradas. É infração grave e, como é utilizada justamente para fazer o trânsito fluir, você vai deixar alguém bem irritado. Provavelmente.

Na Escócia, fique atento! É bastante comum ter que dividir essas estradinhas com ovelhas. Vá com calma e cautela.

No interior, é comum ter que dividir a pista com as ovelhas
No interior, é comum ter que dividir a pista com as ovelhas

Autorização para dirigir no exterior

Eu já havia dirigido em alguns países: Argentina, Chile, EUA e Portugal. Em nenhum desses países me pediram a tal autorização (PID, Permissão Internacional para Dirigir). Porém, ao contratar o carro que pegaria na Escócia, o site da locadora informou que seria necessário esse documento. Na dúvida, acabei solicitando a emissão, uma despesa de R$ 140,00. Nunca me pediram tal documento. Mas vá lá, é bom levar para evitar dissabores e você ter sua viagem bagunçada porque alguém resolveu pedir. Procure o site do Detran do seu estado e solicite online. Fica pronto em uma semana (ou pelo menos foi assim aqui no Estado do Rio).

Glencoe, nas Highlands escocesas
Glencoe, nas Highlands escocesas

Dicas finais

Se você pretende dirigir por lá pela primeira vez, assista aos vídeos para familiarizar-se com as diferenças, sobretudo as rotatórias e alguns detalhes sobre os semáforos nas cidades. Nada de outro mundo, mas é bom saber de antemão.

Radares – há muitos, muitos mesmo, em cada esquina. Em muitas estradas é considerada a velocidade média do percurso, então não adianta meter o pé na tábua e frear só perto dos radares. Se a média for superior ao limite, vai levar multa pesada.


Pedágio – em algumas estradas há pedágios mas são tão poucos que dificilmente você pagará algum. Percorremos cerca de 1.600 Km em três países (Inglaterra, Gales e Escócia) e não passamos por nenhum.

Quebra-molas – isso é coisa de povo atrasado. Não vi nenhum. Foram 1.600 Km, lembra? Pois é, nenhum!

Dê passagem – ninguém me disse nada, não li em lugar nenhum e ninguém fez isso por mim, mas adotei um procedimento para evitar deixar os outros irritados comigo. Como estava trafegando devagar, era comum eu olhar pelo retrovisor e ver uma fila se formando. Eu então ficava atento ao próximo recuo na estrada (nas estradas maiores eu usava os muitos pontos para estacionamento) e entrava, dando passagem aos outros. Aguardava um pouco e voltava à pista para seguir viagem, sem amolar ninguém. Aliás, costumo fazer isso aqui também. Que tal adotar isso?

Buzina – vai parecer mentira, mas não ouvi buzina na Inglaterra. A primeira buzinada que ouvi foi no trânsito de Edimburgo (onde não dirigi). Só uma. Depois ouvi uma em Inverness, na Escócia, porque eu estava parado e deveria seguir. Não sei se há alguma lei ou algo assim, mas quase não se ouve buzina por lá. Então, também não usei. Na verdade, não senti falta, quase nunca uso buzina em lugar algum.

Inverness e seus muitos sinais
Inverness e seus muitos sinais

Estacionar na rua – no Reino Unido é permitido estacionar em qualquer lado da rua, mesmo se você estiver na contramão. Tanto faz. Fica uma bagunça os carros virados para ambos os lados misturados na mesma fila. Mas fique atento à faixa pintada no chão: se for contínua, é proibido estacionar.

Estacionamento na rua em Chipping Campdem, Cotswolds, interior da Inglaterra

Não vá a Oxford de carro – não se anda de carro em Oxford. Lá todo mundo anda de bicicleta. Há bicicletas por todos os lados, estacionamentos lotados de bicicletas… Aliás, a probabilidade de você ser atropelado por uma bicicleta em Oxford é considerável, fique atento ao atravessar as ruas. Só pegamos o carro em nosso último dia em Oxford, numa locadora fora do centro, próxima já da saída. Melhor assim.

Oxford, a cidade das bikes
Oxford, a cidade das bikes

Seguro – Nunca ando sem seguro, nem no Brasil, nem em lugar nenhum. Paguei mais caro pelas locações devido ao seguro e não usei (ainda bem!). De qualquer forma, já vi muitas histórias de pessoas que perderam 5 mil libras esterlinas (mais de 25 mil reais em 2019) por danos pequenos no carro alugado. Peça cobertura total para o veículo alugado e de terceiros. Há muito Porsche, BMW, Mercedes e o diabo por lá, você não vai querer correr esse risco. E contrate também para os vidros, especialmente se for trafegar nas estradinhas das terras altas escocesas (Highlands). É comum ter o vidro rachado por uma pedrinha que rola das montanhas.

Trechos estreitos com muitas pedrinhas e, muitas vezes, com montanhas muito altas também

Internet 4G na estrada – Funcionou muito bem com um chip da Vodafone, com 10 GB. Compramos um único chip e Camila roteou o sinal para mim. Deu e sobrou. Funcionou muito bem nos três países, embora não tão bem quanto em Portugal, viagem que fizemos no ano anterior. Mas se o seu parâmetro for o Brasil, vai sentir-se no paraíso.

Conclusão

Então, se você já dirige em grandes cidades, basta informar-se e preparar-se antes e você vai tranquilo. Se você é um caipira como eu, não acostumado a grandes cidades, não faça como eu (talvez eu precise de uma terapia para aprender a relaxar, sei lá)… Vá tranquilo, evite o trânsito mais pesado nos primeiros dias em que estiver dirigindo em condições tão diferentes, vá devagar, respeite os limites de velocidade e boa viagem!

Paisagens lindas que a gente só curte bem de carro
Paisagens lindas que a gente só curte bem de carro

Teve uma experiência diferente ou tem alguma dúvida? Deixe nos comentários.

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Como planejar uma viagem para o Reino Unido
Ilha de Skye, nas Highlands da Escócia

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4 Responses to A experiência de dirigir no Reino Unido, na mão invertida

  1. Vanessa Cardoso disse:

    Maravilhoso esse post. Quando dirigi pela primeira vez no Reino Unido, estava com um “carro francês” normal, sozinha hahahaha. Foi tenso e muito engraçado ao mesmo tempo. Toda hora eu ficava “lado esquerdo da pista, lado esquerdo da pista…”. Mas bastava uma mera distração e acordava com um carro vindo na minha direção do lado direito da pista. Socorro!!! Hahaha. Mas correu tudo bem. Graças a Deus!!! Agora, vou ter a experiência de dirigir com um “carro inglês”. Tô pesquisando tudo sobre o assunto e o seu post ajudou muito. Obrigada! :)

    • Oi Vanessa,
      fico feliz que minhas confissões de motorista caipira tenham sido úteis. :o)
      Olha, deve ter sido tenso mesmo. Não cheguei a trafegar na pista errada (até porque a Camila me lembrava quando ameaçava ir para o lado errado), mas entrei num posto na contramão, haha! Tive que voltar de ré.
      O fato de dirigir com o volante no “banco do carona” te faz acender uma luz vermelha na cabeça, que te faz sentir que há algo muito errado e, assim, você não tende a entrar no “piloto automático” e esquecer. Não é tão ruim, eu é que sou estressado mesmo.
      Pesquisa as rotatórias deles e as “passing places” e vá tranquila. Não esqueça de fazer um bom seguro total, ok?
      Boa sorte e boas viagens!

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