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Isla Victoria

Isla Victoria

Continuando nossa história em Bariloche numa semana chuvosa, um dia depois do excelente passeio ao Cerro Tronador ficamos empolgados com o bom tempo e resolvemos contratar um passeio lacustre, achando que o tempo estaria bom. Choveu. Mas é lindo, com chuva e tudo.
Existem dois horários para esse passeio, um que sai às 10:30 e retorna às 18:30 e outro que sai às 12:30 retornando no mesmo horário. Optamos pelo mais curto e me arrependi. Tudo muito corrido.

Já começo com uma dica importante: se você vai fazer o Circuito Chico (um passeio tradicional em Bariloche) com agência, não deixe de contratá-lo para a parte da manhã, com o passeio da Isla Victoria e Bosque de Arrayanes à tarde. É que para chegar até Puerto Pañuelo, de onde sai o passeio lacustre, as agências estão cobrando cerca de AR$ 60 só pelo translado hotel x porto e o mesmo valor para o retorno. Se você contratar o Circuito Chico para a parte da manhã, ao fim do passeio o guia te deixa no porto, que é pertinho do Hotel Llao Llao, parte final do Circuito Chico. Economia de AR$ 60, pelo menos. Claro, existe a opção de ônibus de linha até o porto.

Casinha na Isla Victoria. A chuva atrapalhou um pouco, mas a beleza está lá

Casinha na Isla Victoria. A chuva atrapalhou um pouco, mas a beleza está lá


Fizemos então Circuito Chico pela manhã, bastante chuva, dia feinho. Ambos os passeios compramos com o brasileiro Maurílio, que trabalha na agência Turisur, na Mitre. Maurílio nos explicou onde comprar a passagem do ônibus de retorno do porto para a cidade, para economizarmos um pouquinho mais no transporte.

Mas vale ressaltar que achamos o passeio lacustre de meio dia muito corrido. Isso depende muito do perfil do turista, mas para os amantes da natureza e da fotografia, vale a pena o passeio mais longo.

Isla Victoria, Bariloche

Isla Victoria, Bariloche


No fim do Circuito Chico o guia dos deixou no restaurante que existe perto do porto. O restaurante é bem pequeno, mas oferece pratos a la carte como carnes, sopas etc. Nós fomos de empanadas. Boas e rápidas!

Mapa da região de Bariloche

Trajeto do barco (clique p/ aumentar)

Puerto Pañuelo fica a aprox 25km do centro de Bariloche.

Depois do “almoço” andamos até o porto, debaixo de chuva e frio. Que bom que é pertinho!

Após pagar a taxa de AR$ 50 do PN Nahuel Huapi no quiosque do porto, esperamos um pouco na salinha de espera aquecida de Puerto Pañuelo e quando o pessoal começou a chegar, fomos achar nossa fila. Fila? Que fila? Bagunça geral! Perguntei aqui, ali e achei nossa fila. Quero dizer, achei nosso ajuntamento desordenado de gente que, como nós, ia fazer o passeio no tradicional barco chamado La Modesta Victoria. Empurra pra cá, puxa pra lá, espreme daqui, torce dali, dá licençaaaa… e finalmente entramos no barco! Eu heim! Me senti um recheio de sanduiche. Mas, entre mortos e feridos salvaram-se todos! :)

Nosso barco nesse passeio, o Modesta Victoria foi construido em 1937 e pertence ao Parque Nacional. Possui 3 pisos e um pequeno museu contando a história do barco.

Eu viva mas morrendo de frio na Isla Victoria. :)

Eu viva mas morrendo de frio na Isla Victoria. :)


E chovia! Um frrrrio de gelar até a alma. Nem pensar em colocar o nariz para fora pois a parte de dentro do barco é aquecida e estava uma delícia. Depois daquela friaca molhada da espera, fomos comprar um chocolate quentinho na lanchonete do barco: AR$ 15! :O
Tudo bem caro. Mas, como sempre, levamos uns sandubas para o lanche.

Um dos lindos "senderos" da Isla Victoria

Um dos lindos “senderos” da Isla Victoria


O passeio estava marcado para sair às 12:30. Atrasou. Adivinha o motivo? Um grupo de brasileiros que faria parte do passeio, se atrasou! Ok, demorou um pouco e finalmente todos a bordo. A nossa guia do passeio pedia que todos ficassem sentados pois o barco não poderia deixar o porto enquanto houvessem passageiros em pé. E os brasileiros? Nem aí. Todo mundo em pé andando para lá e para cá. A pobre coitada da guia falava em espanhol, português, repetia em português mais um montão de vezes no microfone e… a brasileirada em pé! Fiquei com vergonha e não abri a boca pra gastar meu português com ninguém. Eu heim!

Ok, tudo certo e finalmente o barco deixou Puerto Pañuelo para trás. Havíamos comprado bolachas salgadas no mercado para as gaivotas que sempre acompanham o barco nesse passeio. Tinha esperança de pegar boas fotos delas, mas a chuva atrapalhou. Algumas gaivotas nos seguiram por parte da navegação, mas ninguém se animou a ir lá fora para vê-las. Normalmente, o fotógrafo do barco fica a postos tirando foto das gaivotas enquanto elas pegam os biscoitos das mãos dos turistas. Depois ele vende a sua foto impressa, claro, AR$ 40.

Após um bom tempo navegando no lago Nahuel Huapi, chegamos em Puerto Anchorena, na Isla Victoria. Na ilha você encontra uma lanchonete e até hotel. Fomos direto caminhar pela ilha juntamente com nossa guia no passeio. Ali existe um pequeno museu contando a história dos primeiros habitantes daquela ilha.

Canoas que os primeiros habitantes da região utilizavam para navegar

Canoas que os primeiros habitantes da região utilizavam para navegar


As árvores do tipo coníferas, enormes, ajudaram um pouco a proteger da chuva, o que me permitiu arriscar algumas fotos.

Túnel de árvores na Isla Victoria

Túnel de árvores na Isla Victoria

Na ilha é possível ver pinturas rupestres, visitar pequenas praias e caminhar pelos lindos caminhos da ilha.

Mas para esse curto passeio que fizemos foi muita correria, muita foto pra tirar, muito frio e fomos nós de volta para o barco.

Partimos debaixo de chuva para a península de Quetrihué, que fica ao sul da Província de Neuquén, a 12km de Villa La Angostura, sobre a margem norte do Lago Nahuel Huapi. Quando aportamos, a chuva parecia ter se intensificado e muitas pessoas resolveram não percorrer o caminho por dentro do Bosque de Arrayanes. Ficaram no abrigo bem próximo ao porto.

Nós fomos andar e apreciar a beleza que cativou Walt Disney. O Bosque de Arrayanes é o único no mundo. Contam que o Arrayán é uma planta em forma de arbusto e que somente nesse bosque toma forma de árvore. Seus troncos e galhos são de cor canela bem vivo com uma fina casca que quando solta, deixa manchas brancas na árvore. Walt Disney, que passava temporadas na Patagônia, apaixonou-se pelo bosque e inspirou-se nele para criar a floresta de Bambi.

Uma parte da passarela que corta o Bosque de Arrayanes

Uma parte da passarela que corta o Bosque de Arrayanes


Fotos? Quase impossível. Chovia muito. Numa das minhas paradas para tentar uma foto, um adolescente argentino, de um grupo desses vestidos todos iguais, balançou propositalmente uma das árvores e deu um banho em mim e na minha câmera. Fiquei MUITO zangada. Incrivelmente o responsável que estava com ele nem sequer lhe chamou a atenção. Ao contrário, ficou rindo da situação, achando aquilo muito divertido. Eu, claro, falei poucas e boas. Depois não se sabe o motivo de termos adultos sem parâmetros de respeito e educação! Humpf!

Andamos pelas passarelas de madeira (existem alguns toiletes no percurso) que cortam o bosque e terminamos a caminhada na casinha onde funciona uma lanchonete e lojinha de souvenirs. Infelizmente não deu tempo de parar para tomar um café ou fotografá-la por dentro. O barco já estava esperando para retornar a Puerto Pañuelo. O fotógrafo do barco fica a postos tirando fotos dos turistas com a casinha ao fundo. Foto que ele vende depois no barco, AR$ 40.

Abrigo no fim da passarela que passa por dentro do Bosque de Arrayanes

Abrigo no fim da passarela que passa por dentro do Bosque de Arrayanes


Cerca de uma hora depois estávamos de volta ao porto. Saímos caminhando e pegamos o ônibus vermelhinho da linha 20 da empresa 3 de Mayo na estrada, em frente à subida para o hotel Llao Llao. Esse ônibus geralmente sobe até o hotel e lá fica por um tempo. Há um ponto lá em cima também. Descemos do ônibus no centro da cidade, pertinho do nosso hotel.

O dia ficou feio, muita chuva que atrapalhou bastante o passeio mas mesmo assim valeu, pela beleza dos lugares que visitamos. No retorno ao porto, nossa guia informou que havia nevado no Cerro Catedral, o que nos fez decidir visitar o Catedral novamente no dia seguinte. Mas esse é um outro post. ;)

Valores por pessoa:
Passeio pela Turisur AR$ 240
Entrada no PN Nahuel Huapi AR$ 50
Taxa de embarque do porto AR$ 13
Translado hotel x porto x hotel AR$ 60 por trecho (não usamos)
Ônibus AR$ 8 por trecho (frequência de 20 min aprox.)

Outros posts sobre Bariloche e arredores:
Sessenta dicas rápidas sobre Bariloche e região
Como se vestir na neve
Roteiro de 4 dias em Bariloche
Circuito Chico e Cerro Campanário, Bariloche
Hotel del Viejo Esquiador, San Martín de los Andes
Hotel Nahuel Huapi, Bariloche
Domingo de Neve em Cerro Otto
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Onde comer (ou não) em Bariloche e San Martín
Cerro Catedral, o centro de esqui mais importante do hemisfério sul
Rota dos Sete Lagos, de Bariloche a San Martín de Los Andes
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Bariloche, Argentina. E tinha neve no paraíso!
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13 Responses to Isla Victoria e Bosque de Arrayanes, com chuva!

  1. Marianne disse:

    Oi Camila,
    Muito legal o seu post!
    Queria saber se é necessário contratar o passeio com antecedência, ou se é possível chegar no porto e decidir lá mesmo. Esse valor que colocou do passeio pela Turistur é apenas para o barco?

    • Camila Guerra disse:

      Olá, Marianne!
      Esses passeios são fechados das agências e não há como fazer sem elas. Deve ser possível contratar uma delas direto no porto sim, mas eu não aconselho pois fica uma confusão danada na hora e os guias ficam ocupados organizando tudo. Além, é claro, de você correr o risco de não encontrar vaga. O ideal é já chegar lá com tudo pronto.
      Sim, os 240 são apenas da agência. Lembrando que esses valores são de 2012 e já devem ter mudado.
      []’s

  2. Gisela disse:

    As fotos estão lindas!!! Magníficas!!

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