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Home » Viagens fora do Brasil » Onde comer em Cusco e região gastando pouco


Como toda cidade essencialmente turística, restaurante em Cusco é o que não falta! Tem para todos os gostos e bolsos. Além deles, muitos cafés, pubs, bares e boates fazem de Cusco uma cidade super aconchegante e muito boa em termos gastronômicos.

Músico andino tocando e cantando. Eles entram e saem dos restaurantes turísticos

Músico andino. Eles entram e saem dos restaurantes turísticos

Os restaurantes localizados na Praça de Armas são restaurantes considerados “turísticos” e, naturalmente, mais caros. É comum você estar almoçando e ver entrar um homem com viola e gaita. Ele começa a tocar algumas músicas típicas andinas e depois oferece um CD por 20, 15 ou 10 soles. Pode pechinchar que o preço vai caindo. :)

Entre as comidas turísticas mais populares da região estão o Cuy (uma espécie de porquinho da índia que é assado com todos os seus órgãos dentro), a carne de alpaca, o ceviche (feito com frutos do mar), o lomo saltado e a truta. O povo local gosta muito de um prato barato de arroz, batatas fritas e pedaços ENORMES de frango frito. Entre as bebidas típicas do Peru estão a chicha (uma bebida feita de milho) e o pisco sour).

Quando chegamos a Cusco estávamos apreensivos com o mal da altitude ou soroche, como chamam por lá. Uma das medidas para evitar o soroche é deixar seu organismo “aclimatar” e não sobrecarregá-lo de esforço. Por isso, é recomendável não abusar da comida. Deixe para experimentar os pratos típicos e as bebidas no dia seguinte.

Chegamos cedo a Cusco e após um bom descanso pela manhã, eu e Marcos saímos para comprar umas coisas, conhecer a Praça de Armas e almoçar. As meninas estavam tão cansadas que preferiram ficar no hotel e comer mais tarde.

Los Balcones Grill – Cusco

Andamos um pouco pela praça, vimos vários restaurantes (inclusive um McDonald’s) e com a fome apertando entramos no Los Balcones Grill. Um sobrado com acesso por escadas que fica quase na esquina com a calle Procuradores.

O legal desses sobrados é que você tem uma visão bem ampla e bacana da Praça de Armas.

Pedimos uma sopa de frango com batata. Nós adoramos sopa. Mas saiba que a sopa deles é só uma água com tempero e pedaços de carne e legumes. Se você estiver a fim de um caldo, então peça uma crema.

Experimentamos a sopinha em três locais diferentes. Gostamos de todas!

Experimentamos a sopinha em três locais diferentes. Gostamos de todas!


O Balcones Gril não tem nada demais, mas não é dos mais caros da Praça de Armas. A sopa estava muito gostosa e ainda ouvimos um músico andino tocar e cantar um pouco. Eles vão de restaurante em restaurante turístico se apresentando.

Antojitos – Cusco

No mesmo dia da chegada insistimos na sopa também à noite. Pedimos ao rapaz da agência de viagens referência de um restaurante simples, mas bom na qualidade e no preço. Ele nos indicou o restaurante Antojitos, que não é turístico. Fica um pouco distante da Praça de Armas, mas nada que uma pequena caminhada não resolva. Por ser um restaurante mais voltado para o povo local, não é frequentado pelos músicos que vendem seus CDs. Lá você vai encontrar o pessoal local e um turista ou outro com a grana mais apertada, como nós. O prato mais convencional de Cusco é o tal frango com arroz e batata frita. São pratos enormes, parecem montanhas. O frango eles fritam pedaços inteiros empanados, com osso e tudo. Fiquei boquiaberta de ver até crianças pequenas levarem aquele prato todo sozinhas! Incrível o apetite do peruano! O Antojitos é frequantado por famílias, casais de namorados e trabalhadores locais.

Para o jantar pedimos novamente sopa e achamos que veio mais gostosa e mais caprichada do que a sopa do Los Balcones Grill. Para acompanhar, uma jarra de suco de laranja. Saímos de lá felizes da vida pela boa comida e por termos pago metade do preço do almoço. É muito mais barato!

Chez Maggy – Cusco

Em nosso segundo dia em Cusco, visitamos o Museu Inca pela manhã e à tarde teríamos o city tour de Cusco. O tempo estava meio apertado e fomos direto para a calle Procuradores, que dá acesso à rua do hotel onde estávamos hospedados. Escolhemos a pizzaria Chez Maggy e explicamos ao garçom que tínhamos pouco tempo. A pizza de frango veio dentro do tempo que ele prometeu e estava uma delícia!

Pizza de frango do Chez Maggy. Recomendo!

Pizza de frango do Chez Maggy. Recomendo!


Para beber experimentamos a famosa bebida peruana, a Inka Cola. Um refrigerante amarelo com gosto de chiclete de tutti frutti. Bem gostosinho.

O ambiente do Chez Maggy é aconchegante e o atendimento muito bom. Estava vazio pois fomos almoçar cedo, mas gostamos bastante de lá. Achei o preço razoável por uma pizza para quatro pessoas e mais o refri.

Ambiente aconchegante do Chez Maggy, na Calle Procuradores

Ambiente aconchegante do Chez Maggy, na Calle Procuradores


Nesse dia lanchamos sanduba que fizemos no hotel com pão, queijo e presunto. O cansaço bateu e ficamos por lá mesmo.

Qori Sara – Cusco

No terceiro dia retornamos do passeio a Maras e Moray famintos! Como não tem parada para almoço pois é um passeio que acaba mais cedo, levamos uns biscoitos para beliscar durante a viagem e no retorno queríamos almoçar naquele esquema bom e barato. O guia nos recomendou o restaurante Qori Sara que fica numa esquina, uma quadra acima da Praça Regozijo. É um restaurante simples, popular no mesmo esquema do Antojitos.

Uma das meninas pediu sopa mas eu e Marcos queríamos algo mais consistente. Chamei a garçonete e perguntei se um prato daqueles era pouco para duas pessoas. De acordo com ela, os peruanos comem um prato daqueles sozinhos, mas os turistas costumam comer menos e, portanto, nos aconselhou a pedir um só prato para dividirmos para Marcos e eu. Topamos e mandamos vir um arroz chaufa com supremo de frango empanado.

Arroz chaufa com supremo de frango, fritas, duas bananas fritas e uma linguiça

Arroz chaufa com supremo de frango, fritas, duas bananas fritas e uma linguiça


Sério, aquilo alimenta mais de um! Eu e Marcos comemos MUITO bem e ainda sobrou comida pra caramba. Teria dado para nós quatro tranquilamente (as meninas comem pouco). Super barato e muito gostoso! O empanado deles é feito com o ovo inteiro, mas estava uma delícia. O arroz chauffa não conhecíamos, mas aprovamos.

Nesse dia Marcos já havia começado com uma indisposição pela manhã e ela piorou um pouco mais tarde, vindo a se trasformar numa indisposição importante que quase arruinou nossa viagem. Por esse motivo, à noite ficamos em casa e não saímos para jantar. Com a grana muito curta, tentamos manter uma boa refeição ao dia e o restante nos viramos com sandubas, biscoitos e afins.

Illati – Urubamba

Esse foi o dia do passeio ao Vale Sagrado dos Incas e o restaurante estava incluido no passeio que compramos com a agência Golden Treks. O Illati é no estilo self service. O ambiente é agradável e a comida é comum, nada demais. Peguei um pedaço de salmão e não consegui levar. Fraco.

Self service em Urubamba. Quebra o galho

Self service em Urubamba. Quebra o galho


Águas Calientes

Nesse dia fomos para Águas Calientes de trem, mas estávamos todos mortos e não nos sobrou ânimo para sair para comer. Novamente nos viramos com sandubas e biscoitos à noite. Dia seguinte era dia de Machu Picchu.

O “bicho pegou” na manhã seguinte e a indisposição do Marcos só piorava. Acabamos conseguindo ir a Machu Picchu e na volta fomos procurar um restaurante para almoçar.

Águas Calientes é uma cidadezinha minúscula e os restaurantes ficam todos um ao lado do outro. É fácil escolher olhando o menu que vem sempre com preços. Olhei alguns menus e achei o preço salgadinho (em Águas Calientes as coisas são mesmo mais caras).

Há uma boa diferença de valores entre os restaurantes em Águas Calientes

Há uma boa diferença de valores entre os restaurantes em Águas Calientes


Escolhi um dos restaurantes pelo menu (preços) e comemos um frango com molho de champignon que estava divino! Para Marcos pedimos um frango simples com arroz e batatas, sem molho para não piorar a indisposição. Demorou um pouco, mas compensou a espera. Infelizmente não me recordo o nome do restaurante pois, na hora do aperto, acabei esquecendo de anotar.

Yaku Mama – Cusco

Em nosso último dia em Cusco resolvemos almoçar na Calle Procuradores que era perto do nosso hotel. A maioria deles tem na porta um menu e alguns cartazes com promoções de pratos especiais e executivos. Num desses cartazes vi um prato por 11 s/. Não tive dúvidas. Entramos, a moça nos ofereceu um cardápio e escolhemos entre as opções do prato executivo (que lá tem outro nome, claro).

Restaurante Yaku Mama. Simples e barato

Restaurante Yaku Mama. Simples e barato


O restaurante é simples, mas a comida estava muito saborosa. Como é frequentado por turistas, os pratos não são tão bem servidos, mas compensa o valor. Para Marcos pedimos purê de batatas sem leite, arroz e frango grelhado. Expliquei que ele não estava bem e portanto não poderia comer temperos diferentes, mas o prato do Marcos veio com um temperinho delicioso no frango. Com medo, ele não comeu o frango e ficou só mesmo no arroz com purê. Achei o Yaku Mama um bom custo x benefício.

Comer bem em Cusco é muito fácil e pode ser muito barato, se você procurar pelo lugar certo. Na cidade você encontra também muitas lanchonetes simples que vendem hamburgueres, cachorros-quentes e outros tipos de sanduíche por um valor minúsculo. Mas essa opção é só para os que possuem “estômago forte”.

Além do McDonald’s, em Cusco há uma rede de fast food chamada Bembo’s, da qual tive boas referências.

No mercado de Cusco você encontra pratos super baratos, desde sopas a ceviche e o tal frango frito com arroz e batatas fritas. Enfim, o mochileiro com a grana apertada não vai se desesperar por lá. E os bolsos mais fartos vão encontrar muitas opções interessantes que valem o investimento.

Tem mais dicas? Deixe aí nos comentários! Nós e os leitores agradecemos. ;)

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