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Home » Viagens no Brasil » Petrópolis em dez perguntas e respostas


Tenho recebido vários e-mails de pessoas que planejam uma visita à cidade e têm as mais diversas dúvidas. Com esse post pretendo responder a algumas das dúvidas mais recorrentes e dar algumas dicas para quem está de malas prontas para visitar a Cidade Imperial.

1) Como é o clima em Petrópolis? Há diferença em Itaipava?
Em toda região montanhosa, como é a serra fluminense, você pode contar com bastante instabilidade no clima. Em Petrópolis e Itaipava não é diferente, mas sim, existe uma variação entre ambas que muitas vezes é considerável.
O clima em Petrópolis é, geralmente, mais fresco e úmido. Especialmente se comparado a locais próximos como o Rio de Janeiro. Aqui faz muito frio no inverno e muito calor no verão, mas em ambas as épocas, a chuva marca presença constante. No verão a chuva é mais intensa e geralmente acontece no fim das tardes quentes. Em Itaipava o ar é um pouco mais quente e é comum ela estar ensolarada enquanto o ruço toma conta do centro de Petrópolis e dos bairros mais altos. Ruço é o apelido que damos à névoa úmida que frequentemente encobre a cidade.

Para mais detalhes, veja nosso post específico sobre o clima em Petrópolis.

2) O que é essencial levar numa viagem a Petrópolis?
Você nã pode deixar de trazer guarda-chuvas e casaco. Mesmo que você venha no verão e não consiga nem imaginar um casaco no seu corpo, ele pode ser útil. Aqui o tempo vira de uma hora para outra e um dia extremamente quente pode trazer um ruço frio e uma chuva chata.

O ruço toma conta de uma hora para outra

O ruço toma conta de uma hora para outra


3) Onde comer?
Fizemos há um tempo um artigo sobre alguns restaurantes no centro de Petrópolis. Mas o bairro com gastronomia mais rica na cidade é, sem dúvida, Itaipava. Lá você encontra todos os tipos de opções gastronômicas mas é um pouco distante do centro. Outro bairro com bons restaurantes e bares é o Valparaíso, que fica pertinho do centro da cidade.
Se você pretende economizar na alimentação, não se preocupe. O que não falta por aqui é comida por quilo e lanchonetes. Outra opção para economizar uma graninha é comprar ingredientes e fazer seus próprios sanduíches. Eles geralmente me salvam em minhas viagens.

4) O que fazer?
Há de tudo um pouco por aqui.
Você pode optar por vários tipos de roteiros:
– Culturais e históricos: o Museu Imperial, a Casa de Santos Dumont, os festivais de inverno, as festas temáticas. Veja nossa sugestão de roteiro para um fim de semana em Petrópolis e o que fazer com crianças

O Museu Imperial é um passeio imperdível para quem gosta de história

O Museu Imperial é um passeio imperdível para quem gosta de história


– Gastronômicos: a cidade está repleta de bons restaurantes e bares
– Compras: A Rua Teresa, a Feirinha de Itaipava e o Pólo do Bingen são algumas opções para quem adora comprar roupas e afins.
– Ecoturismo: em Petrópolis se inicia a famosa travessia Petrópolis x Teresópolis. Essa trilha, que geralmente é feita em 3 dias, atrai pessoas do mundo todo e é considerada uma das mais bonitas do país. Além dela, a cidade está repleta de montanhas, trilhas e cachoeiras interessantes, seja dentro do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, ou fora dele. Além disso, algumas pousadas oferecem diversão na natureza como arvorismo, tirolesas e afins.

Parte alta da Cachoeira da Macumba num dia de inverno com pouca água.

Parte alta da Cachoeira da Macumba


5) As trilhas descritas nesse blog podem ser feitas sem guia?
Algumas das trilhas que descrevemos nesse blog são fáceis, outras são difíceis. Quem é experiente em montanhas e trilhas, pode se virar bem seguindo o Guia de Trilhas de Petrópolis e o Guia do PARNASO do Waldyr Neto. Para quem é novato nessa área, nosso conselho é que contrate um guia. O site do parque nacional mantém uma lista com todos os guias certificados. Lembre-se que o montanhismo é uma atividade que oferece riscos, por isso não aconselhamos praticá-lo desacompanhado.

6) Como me locomover na cidade?
Para quem vem de ônibus, conhecer o centro da cidade não será problema algum. O centro histórico é relativamente pequeno e um pouco de disposição para caminhar dá conta do recado. Já mais distantes estão Itaipava e o Quitandinha, que abriga o lindo palácio de mesmo nome. O transporte coletivo da cidade não é dos melhores, mas se for a sua opção, meu conselho é que evite usá-lo nos horários de pico (entre 6h-9h da manhã e 18h e 20h da noite) para evitar ônibus lotado.
Quem vem de carro terá mais liberdade, mas é aconselhável deixar o carro no hotel e caminhar pelas ruas do centro e pela Rua Teresa a pé.
Quem vem de carro para conhecer o centro histórico mas não vai pernoitar na cidade, prepare o bolso. Estacionamento aqui é caro e, dependendo da época, difícil!
Não há ciclovias na cidade e não se alugam bicicletas. Há um projeto em estudo que visa disponibilizar o aluguel de bicicletas no centro da cidade. Mas andar de bike no centro, atualmente, é perigoso.

7) Petrópolis é uma cidade cara?
Sim. Muita gente me critica quando eu falo isso para os turistas, mas é a verdade. Aqui nada é muito barato não. Se puder, evite usar taxi para trechos longos. É caro!

8) Onde ficar, centro ou Itaipava?
Depende. Se você quer somente conhecer o centro histórico, visitar o Museu Imperial, a Bohemia e fazer compras na Rua Teresa, fique no centro. Fizemos um artigo sobre alguns hotéis que conhecemos no centro de Petrópolis. Estamos devendo outro artigo sobre o assunto mas aqui tem algumas outras opções de hotéis no centro e você pode reservar online.
Quem quer descanso, romantismo e muito verde, a melhor opção é Itaipava. Veja algumas opções de pousadas em Itaipava, também pelo Booking.com

9) É mesmo barato comprar na Rua Teresa?
A Rua Teresa é um polo de moda com lojas por seus quase 2km de extensão. Há de tudo.
Antigamente a rua era famosa por seus preços muito baixos, o que atraia sacoleiros de todo o país, mas a variedade não era tão grande como hoje. Atualmente você encontra de tudo na Rua Teresa: roupas caras, medianas e baratas. A diferença entre fazer boas compras ou não, é procurar. Minha dica é: não compre as primeiras coisas interessantes que você achar. Ande um pouco e verá que os preços variam. Suba a rua por um lado e desça pelo outro (sempre de olho no lado oposto). As lojas mais próximas do centro costumam ser também mais sofisticadas e mais caras. Em geral, você encontra muita coisa bacana e barata na rua, mas há também lojas que não oferecem vantagem nenhuma no que diz respeito a preços. Vale a pena? Sim. A variedade é grande e, para quem gosta de comprar, a diversão é garantida.

Parte da rua Teresa com suas mais de 1.000 lojas

Parte da rua Teresa com suas mais de 1.000 lojas


10) Como chegar?
Não há aeroporto em Petrópolis. Os mais próximos estão no Rio de Janeiro e em Juiz de Fora. Ambas as cidades oferecem ônibus regulares para a rodoviária de Petrópolis. Quem não gosta de andar de ônibus pode alugar um carro nos aeroportos e subir a serra. Nesse caso é importante verificar se o seu hotel oferece estacionamento pois os que são pagos, são caros. Além de Juiz de Fora e Rio de Janeiro, é possível chegar na cidade partindo direto de várias outras cidades como, por exemplo, São Paulo. A rodoviária de Petrópolis fica em uma das entradas da cidade e você terá que pegar um ônibus ou taxi para chegar no centro. Vindo sentido Rio de Janeiro, planeje-se pois, tanto para vir quanto para voltar, há horários de muito trânsito na subida/descida da serra. Geralmente os horários de ida e volta do trabalho são críticos.

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